Era uma gritaria!

Era uma borboleta sem asas!

Era uma assustadora melodia!

 

Pensava-se na nostalgia do passado,

Mas lutava-se duramente

na esperança de voltar a ver,

 

a ver os vultos

que morreram injustamente!

 

Liliana Bastos, 8ºB

O que é um sol soante? 
É um cão com pêlo branco.

O que é um céu limpo? 
É uma mosca a voar.

O que é um pinheiro com pinhas? 
É um cão lindo. 
 
O que é um cemitério silencioso? 
É um gato a voar. 
 
O que é um gato a boiar? 
É um jornal sem letras. 
 
O que é um burro a ser inteligente? 
É uma catástrofe a dominar a Terra.

O que é um aquecedor ligado? 
É um Romeu sem Julieta. 
 
O que é uma casota feia? 
É uma casota feia. 
 
O que é um porta – lápis aberto? 
É uma sanita suja.

O que é um coração partido? 
É um palhaço voador.

 

Poema colectivo dos alunos do 8ºB

O ambiente é uma fonte vida

muito importante

é uma luz

que deve ser protegida.

 

Daniel Matos, nº7 , 8ºA

   

Escrevi a palavra música

e senti uma breve melodia no ar

calma e serena

ao mesmo tempo violenta e inofensiva.

 

Daniel Matos, 8ºA

Tanta fome, tanta pobreza

Que assombra este mundo…

Parecem fantasmas, aparecendo nos sonhos

 

Os rios já não choram

Para nos dar de beber

O trigo não abunda

Para nos alimentar…

Tudo parece desaparecer.

 

Até nós… um dia!

 

Joana Veiga, 8ºA

Escrevi a palava música

da música

nasceu um cantor

 

Trabalhou nas letras

perto do mar

com tanta tristeza

pôs-se a chorar

 

Letícia, 8ºB

Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos,

Ó mar, ninguém conhece os teus fundos abismos;

Os segredos guardais, avaros, receosos!

Charles Baudelaire

Citação escolhida pela Letícia, do 8ºB, e retirada de um poema encontrado AQUI.

Mãe é um abrigo
Mãe é paciência
Mãe é amar
Mãe é sofrimento
 

8ºB, Poema colectivo

Escrevi a palavra mar
e um navio vi chegar,
tu vinhas ali só para me salvar.
 
Neste mundo de papel
só tu estavas ali
tinhas uma rosa na mão
que dizias ser para mim.
 
Quando à areia chegaste
Nem uma palavra proferimos
olhamos um para o outro
e sorrimos com alegria.
 
O que sentimos nasceu
e uma folha de papel já não nos separa.

 

Cátia Coutinho, 8ºB

 

(inspirada no poema “Mistérios da escrita”, de Álvaro Magalhães)

Escrevi a palavra música
E logo uma orquestra surgiu
Naquela imensidão de papel.

As notas soltaram-se
Formando graciosas sinfonias,
Como as pétalas de uma rosa
Brotando de tanta alegria…

Suaves hinos de amor
Se ouviram naquele dia…
Buscando a felicidade
E a magia que nos guia.
 

© Joana Veiga, 8ºA

 

O autor:

Anneliese Frank nasceu a 12/06/1929, em Frankfurt-am-Main. Foi uma adolescente judia obrigada a viver escondida dos nazis durante o Holocausto, num Anexo Secreto. Durante o período em que habitou neste refúgio foi redigindo um diário, divulgado em 1947 que foi sofrendo, mais tarde, alterações. Morreu em Bergen-Belsen no ano 1945. 

Bibliografia do autor:

Contos do Esconderijo

Resumo da obra:

Este diário, de nome Kitty, mostra-nos o modo de viver, as tristezas, a alegria e muitas outras emoções da família Frank e van Dan, judeus, fechados num esconderijo devido às perseguições de Hitler.

Nos primeiros dias, Anne, ainda em liberdade, ama existir. Contudo, depois da ida para o anexo onde se iria esconder, nota-se a sua angústia e melancolia por quase não poder sair à rua nem ver a “luz do dia”.

Ao longo dos dias confidencia-nos a paixão amorosa por Peter, companheiro de casa.

Em Agosto de 1944 terminou o seu diário dado que foi levada pelos nazis, juntamente com as outras pessoas da habitação.

Esta obra é um bom testemunho da vida e do sofrimento de uma adolescente.

 As melhores citações:

*” (…), fez barulho suficiente para acordar um morto.” (Página 90)

Saboreei esta afirmação, pois fez-se ouvir, dentro de mim, o hediondo ruído, mencionado, todavia o turbulento som era alto mas leve, suave e encantador. Ao contrário do que a oração sugere eu acho que se um defunto acordasse ficaria bem-humorado.

*”O sangue gela-me nas veias (…)” (Página 420)

Esta expressão marcou-me porque se observa, bastante, a aflição de Anne, o que comprova o seu amor por Peter (contexto da frase). É, ainda, uma citação poética que nos faz pensar, dado que pode sugerir surpresa, felicidade, angústia, etc, para além de, na minha opinião, ser um pouco romântica.

O meu comentário:

Recomendo este livro porque é uma obra que nos faz reflectir sobre se quando proferimos: “Tenho fome”, “Não posso fazer o que quero”, temos razão dado que, em comparação com a vida de Anne, estes lamentos não são verdade.

A parte de que mais gostei foi das aventuras nocturnas no anexo e das conversas amorosas entre Peter e a autora, pois comprovam o amor entre eles e o tempo que se leva a conquistar o coração de outrem.

Na minha opinião, o texto devia ser acompanhado por imagens como as da capa do livro.

Por todos os factores mencionados ao longo desta ficha de leitura acho que o diário merece a popularidade e o valor que tem.

 Fontes consultadas:

Frank, Anne, Diário de Anne Frank, Maio de 2006, Livros do Brasil.

 

Trabalho realizado por:

© Liliana Bastos 8ºB

Pôr do sol

E se aquele pôr do sol fosse eu?
Se eu desaparecesse assim?
A minha vida, e tudo o que sucedeu…
Eu não passaria de uma flor de jardim
E na verdade, posso não ser o pôr do sol
Mas os momentos são mais fugazes que isso
E o tempo algo extremamente impreciso

Eu, eu sou apenas uma folha ao vento
Vendo mil pôr do sois
Aproveitanto cada escasso raio, cada momento
Mas não consigo ter a segurança da manhã
Não me fio em Deus, sou como que pagã
E miro o pôr do sol, temendo a noite
E agradecendo a sorte
De um ultimo raio de luz
Daquele doce brilho, que tanto me aquece
Essa luz que me esquece
Mas que tanto me seduz…

Poema entregue por um aluno como se fosse seu quando, na verdade, foi escrito por Fallen Angel, nesta página: http://simplespoemas.blogs.sapo.pt/12082.html#comentarios

          Infelizmente, a Internet tem destas coisas desagradáveis: pessoas que nunca seriam capazes de roubar um pacote de bolachas numa loja sentem-se subitamente à vontade, a coberto do anonimato, para roubar as ideias e as frases dos outros. Ora, isto é tão ou mais grave do que roubar bolachas, pois desse modo se engana a pessoa a quem se roubaram as ideias, bem como todas as pessoas que vão ler o que roubámos.

         Para além disso, facilmente se é apanhado nesta desonestidade, podendo até o autor do furto ser alvo de procedimento criminal. Um final sem honra nem glória que, decididamente,  não compensa.

Sol

 

Desenhei um sol

Ele começou a brilhar

Quando olhei para o ar

era a minha mãe

a chamar! 

Fábio Alves nº9 8ºC

Quando começo a dormir

dizem que começo a sonhar

Eu digo que começo a viver

pois posso fazer tudo – até amar! 

Fábio Alves, nº9, 8ºC

O que é uma cobra luminosa? 
É um sapato preto.

O que é um macaco a comer?
É uma janela aberta.

O que é um carro vermelho?
É um tijolo rachado.

O que é uma mochila verde?
É um homem voador.

O que é um relógio grande?
É uma cadeira partida.

Quem é o Hulk?
É uma rapariga a escrever.

O que é um caderno preto?
É uma cadeira gira.

O que é uma pessoa amável?
É um boi morto.

O que é um rolo saboroso?
É um pássaro no Inverno.

O que é um livro de História?
É um jogo de futebol com onze jogadores, uma bola e um treinador.  

Poema colectivo do 8ºC

Sonhar é imaginar,

Imaginar o que não temos,

Mas queremos.

 

Sonhar é fantasiar,

Fantasiar o passado, presente e futuro.

Fantasiar o mundo real com o ficcional.

 

Sonhar é viver,

Viver na felicidade,

Viver o amor,

Nesta idade.

 

Mónica Marques, 8ºC, Nº15

…borboletas na barriga

…sonhar

…uma facada no coração

…uma espécie de magia

…uma dor de cabeça

Amar é ser amado.

 

Poema colectivo do 8º B

Escrevi a palavra Sol
E logo se fez de dia,
A lua fugiu.
Era um Sol igual aos outros:
Amarelo, brilhante
Que não se podia encarar
Para não ferir o olhar.

E assim se fez noite,
A lua voltou,
E Sol desapareceu no céu.

Beatriz Coutinho, 8ºB, nº7

Escrevi a palavra música:
Um piano nasceu
Numa folha branca de papel.
O piano,
Com as suas sete oitavas,
Tocou a melodia mais bela e solitária!
Tocou tanto e tão forte
Que as suas teclas diminuiram, diminuiram…
No fim só restava uma folha branca de papel.
 

Adriana Silva, 8ºB, nº1

(inspirada no poema “Mistérios da escrita”, de Álvaro Magalhães) 

uma página de um livro com um destino incerto

um olhar de liberdade

uma mão cheia de esperanças

Adriana Silva, 8ºB, nº1

Sonhar é viajar no tempo.

Sonhar é viver fora da realidade.

Sonhar é pagar o preço de não pensar.

Sonhar é igual a acreditar.

 8ºB, poema colectivo

 

Mãe, abraça-me…

A tua falta faz-me sofrer,

Tu completas-me,

És a minha razão de viver.

Quando choro, tu consolas-me

Quando tenho dificuldades, tu apoias-me

Quando tenho frio, tu aqueces-me

Quando preciso desabafar, tu conversas

Quando erro, tu ensinas-me.

Tu és o riacho que mata a minha sede,

O pomar que dá árvores de fruto,

És a flor mais bela do jardim,

És amiga até ao fim.

És-me tudo.

Joana Veiga, 8ºA

O Amor Perdido

Aquela nuvem

Parece o mundo que sempre sonhei…

 

Ah! Seu pudesse alcançá-lo, pensei!

 

Aquela?

Mas já não é o que tanto sonhara,

É a flor do teu coração que se despedaçara.

 

Não faz mal.

Quero recuperá-la, aquela flor que tanto amara.

 

Aquela?

Mas já não é a flor da tua alma, não é o que tinha amado

É uma borboleta que leva a minha para outro lado…

Aquela minha alma que não tinha terminado.

 

Não faz mal.

Quero montá-la, sonhar para sempre,

Para um dia conseguir recuperar o amor

Que tanto amei secretamente.

(Elaborado por: Carolina Silva, nº 6, 7ºB)

Ser poeta é pintar com palavras,
É escrever com os sentimentos,
É ver o mundo de outra forma.
Ser poeta é ser um acontecimento.

Paula Rodrigues, nº19, 8ºA

Pontua o seguinte texto e descobre a quem enviará o poeta esta declaração de amor: a Lia, a Soledade ou a Iria? Ou a nenhuma?

Se consultar a razão
Digo que amo Soledade
Não Lia cuja bondade
Ser humano não teria
Não aspiro à mão de Iria
Que não tem pouca beldade

(Autoria atribuída a António Feliciano de Castilho)

Uma vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode fazer desaparecer o seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, Senhor juiz, é corrupto.
Esse senhor juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

Texto encontrado pelo Davide Cruz (8º A, nº 8 ) em http://terrear.blogspot.com/2009/04/o-poder-da-virgula.html 

O pai – “O príncipe Edevaldo tomou as mãos…”

(Batem bruscamente à porta.)

A filha – Quem será? Nunca recebemos visitas.

(O Pai dirige-se à porta e abre-a repentinamente. Vê o Homem Triste.)

O pai (sussurrando) Que faz aqui?

O homem triste – Não consigo.

O pai – Não consegue o quê?

O homem triste – Cumprir o que prometi.

O pai – Tem de conseguir. É para seu bem.

A filha – Quem está aí?

O pai (dirigindo-se para a filha) É o carteiro, eu já vou continuar a nossa história.

O homem triste – É ela?

O pai (baixando ainda mais a voz) Ouça, eu tenho muito respeito por si, mas por tudo o que é mais sagrado, vá embora.

O homem triste (espreitando pela porta) Ela é linda. A voz dela é mais doce do que a de mil rouxinóis afinados.

O pai – Vá embora, eu não lhe volto a pedir.

(O Homem Triste entra na sala e dirige-se à Filha.)

O homem triste (embevecido) Tu és tão bonita.

A filha (assustada) Quem és tu?

O homem triste – Sou o rapaz que te mira todos os dias, quando estás á janela.

A filha – Quando estou à janela?!

O homem triste – Sim, quando estás rodeada daquelas rosas que á tua beira perdem toda a beleza. Tu já deves ter reparado em mim.

A filha (triste) Nunca.

O homem triste – Nunca?! Todos os dias olhas fixamente na minha direcção.

A filha – Quem me dera ver-te.

O homem triste – Estás a ver-me agora…

O pai (interrompendo bruscamente) Ela nunca te viu e não é agora que vai ver.

O homem triste (admirado) Como assim?!

A filha (com voz sumida) Eu sou cega…

(O homem triste olha para o Pai e começa a chorar.)

O pai – Eu disse que era melhor afastar-se.

O homem triste (enxugando as lágrimas) Não é por isso que eu vou deixar de amar a sua filha.

O pai – Não?!

A filha – Você ama-me?

O homem triste – Amo! Amo e vou sempre amar-te! (dirigindo-se ao Pai) Eu peço permissão para me aproximar da sua filha.

O pai – Se ela quiser…

A filha (extasiada) Quero!

(O homem triste pegou na mão da moça e beijou-a na face.)

Paula Rodrigues, nº 19, 8ºA

As palavras emitidas pela sociedade,

são sons que vão sendo aprimorados,

ferem e curam,

desalentam e confortam,

podem ser calorosas,

ou frias e vagas.

 

Luís Freitas, 8ºA, Nº 14

Sobre o Autor

Bibliografia: Finalmente Encontrei o Meu Príncipe.

 Sobre a Obra

Resumo:

                     Calypso Kelly é uma rapariga de Los Angeles que frequenta o colégio interno feminino, Saint Augustine, em Inglaterra, porque os seus pais queriam que ela tivesse a melhor educação possível. Ela só tinha uma amiga chamada Star que andava com ela no décimo ano.

                     Todos os trimestres, as raparigas partilhavam quartos. No décimo ano, os quartos eram partilhados por três raparigas. Naquele trimestre, Calypso teria de ficar com Star e Georgina, que era uma pessoa bastante popular.

                     Num campeonato de esgrima contra com o colégio de Eades, Calypso teve de competir com o príncipe Freddie. Ela ganhou e foi convidada para uma festa em Eades.

                     No dia da festa Calypso e Freddie beijaram-se. A notícia chegou à imprensa e Freddie zangou-se com Calypso. Esta conheceu um rapaz chamado Billy que, tal como Freddie arrebatou o coração de Calypso, que ficou apaixonada por ambos.

Citações:

  1. “Foi então que percebi que tinha acabado de ultrapassar o meu motivo de maior vergonha e que ali estávamos todas, ainda de mãos nas mãos, e que a lua ainda estava cheia e que as estrelas riscavam o céu, e que ainda que ele me abandonasse, tudo ficaria bem.” (página 178 – 8º parágrafo)

              Eu escolhi esta citação porque foi quando Calypso percebeu que as suas amigas eram amigas de verdade.

Comentário Pessoal:

                     Achei o livro muito entusiasmante e divertido, devido a todas as peripécias de Calypso, Star e Georgina. As partes em que se falava de esgrima eram complicadas, visto que desconhecia algum vocabulário relacionado com esse desporto.

 Paula Rodrigues, nº19, 8ºA

Biografia do autor

               Gemma Lienas nasceu em Barcelona , em 1951. Viveu cinco anos em Estrasburgo, mas depois voltou novamente para Barcelona onde se integrou em grupos de apoiantes para a igualdade das mulheres. Actualmente, trabalha na rádio, na imprensa escrita e dá aulas na Universidade de Barcelona e na casa Elizalde.   (Fonte: http://essmo-becre.blogs.sapo.pt/tag/gemma+lienas )

Outras obras da autora

O Diário Vermelho de Carlota

O Diário Vermelho de Flanagan

 

Resumo da história

                Carlota tem catorze anos e acaba de entrar na adolescência, uma das piores fases da sua vida. Parece que tudo lhe acontece, as férias matrimoniais dos pais, o amigo de quem gosta está em coma, a menarca, o seu primeiro beijo…No entanto, depois das inúmeras visitas ao Ramón, que se encontra no hospital, descobre que este, afinal, não é o seu grande amor. Isto, porque numa manhã em que a sua turma foi ao cinema, Carlota não teve outra opção senão sentar-se ao lado de Jorge. O seu cheiro, o seu olhar, o roçar das mãos de ambos, fez com que Carlota nunca mais se esquecesse daquele dia e daquele momento.

               No seu aniversário, antes de sair de casa, sentiu-se estranha, foi à casa de banho e tinha-lhe aparecido a primeira menstruação. Depois das aulas era a festa de anos. Quando dançava com Jorge…o primeiro beijo…que jamais irá esquecer.

Citações preferidas

             “ Por isso, naquela tarde de Domingo regressava a minha casa com o coração apertado, como todos os dias desde que o Ramón tinha tido o acidente de mota que o havia deixado com a cabeça gravemente atingida e a vida tão frágil como a chama de uma vela”. Pág.7/8

              Escolhi esta citação porque traduz de uma forma clara o estado em que ficou Ramón após o acidente.”Frágil como a chama de uma vela” que num simples sopro fica sem vida, pois também ele num ápice se poderia “apagar”.

            “ Naquele momento, aconchegada na minha cama, pensei que, apesar de haver alturas em que achava que o meu mundo se estava a partir aos bocados, outras, pelo contrário, parecia-me que um mundo novo e diferente começava a nascer à minha volta. ” Pág.152

              Este último parágrafo fez-me reflectir sobre a minha própria vida. Ela é constituída por bons e maus momentos, se há alturas em que as nuvens da vida parecem escurecer o meu dia-a-dia, no mesmo instante uma brisa suave as dissipa tornando-se num radioso dia.

Comentário pessoal:

               Bom,…confesso que hesitei em tirar este livro da estante para ler, mas sem margem para dúvida este livro acabou por se tornar num dos meus predilectos. Tudo desde a ilustração da capa, ao enredo da história, às personagens, me parece genial. É com certeza uma tarefa difícil descrever esta narração. Aconselho a sua leitura, pois só assim podem confirmar que é um livro excepcional.

 Joana Raquel Martins Veiga, 8ºA, nº13

:)

É melhor fugir!

          Entrei numa feira e o que mais me apetecia era vir embora. Simplesmente detesto feiras e aquela era muito maçadora.

          As entradas eram de acesso livre. Ao fundo, à direita e à esquerda viam-se feirantes a gritar, a gritar, tanta confusão, tanto ruído, até buzinas se ouviam (provavelmente devido ao trânsito). Era horrível, insuportável. Sentia-se uma mistura de olfactos: perfumes das pessoas que iam passando, cheiro a frango assado, odor de alguns animais que estavam à venda… Eu ia sempre junto aos meus pais e tinha vontade de sair daquele sítio.

          Aquela feira era um inferno! Era aborrecida, desinteressante, cansativa, era mil vezes pior do que estar dentro duma sala de aula. Não existia sossego, parecia que as pessoas eram moscas e andavam sempre a zumbir dum lado para o outro.

Mónica Marques, 8ºC

     Quando eu era mais pequena, gostava de me esconder lá, pois eu lá no fundo sabia que nenhum dos meus amigos me encontraria atrás da casa abandonada, por cima da pedra, e ali ficava eu até ouvir: “Já podes aparecer! Desisto de te procurar!” ou “Sónia, aparece!”

     Gostava de ir para lá por gostar, era o único sítio em que eu conseguia ver com nitidez, o horizonte. Gostava de ver o para lá da nossa pequena aldeia… Era como se não conhecesse mais nada e aquelas luzes que tanto brilhavam lá no fundo ao entardecer da noite me chamassem para ir mais longe. Muitas vezes, sentia vontade de abandonar tudo e ir em busca de novos sítios para me esconder, mas quando jogávamos às escondidas e saíamos todos em direcções diferentes, era para lá que eu ia, para junto da casa em pedra, já sem janelas e portas, com o telhado a cair, para cima da pedra que a distinguia de todas as outras casas, uma pedra no jardim, quem é que se lembraria de meter uma pedra no jardim! O jardim ficava nas traseiras da casa e para ir para lá tínhamos que atravessar o interior da casa até chegar lá. As plantas e flores que em tempos existiram naquela casa agora eram ervas daninhas e silvas. Só havia uma trepadeira que marcava presença e que durante a Primavera se enchia de flores amarelas.

     Assim era o meu lugar preferido em pequena.

(Elaborado por: Sónia Silva, nº 22, 9ºD)

Outros livros deste autor:
       ST.Fidgeta e outras Paródias e Rosto da Frost.

Sobre a obra:
       Lewis vai viver com o seu tio Jonathan, depois de ter ficado órfão de pai e mãe. A casa do tio é uma daquelas casas em que Lewis sempre sonhou viver, com muitos corredores, escadas e quartos, com lareiras de mármore, passagens secretas e uma torre no alto, ou seja, uma verdadeira mansão.
Lewis depressa se apercebe de que o tio e a Sra. Zimmermann, vizinha do lado e grande amiga de seu tio, afinal são feiticeiros.
       Muito mais tarde, o tio de Lewis revela-lhe porque é que há um relógio em cada divisão da casa. A razão é para abafar o tiquetaque imparável de um relógio escondido algures numa parede da casa dos falecidos anteriores proprietários da casa, Isaac Izard e Selena Izard, feiticeiros muito maldosos.
Quando Lewis arranja um amigo na escola em New Zeebedee, este ensina-o a jogar basebol e o Lewis quer agradecer-lhe. Como forma de agradecimento Lewis lê um livro de magia que diz como ressuscitar um morto. No dia das Bruxas à noite Lewis e o amigo fazem o feitiço no cemitério e ressuscitam a Sra. Selena Izard. Apartir dessa noite começam a acontecer coisas estranhas em casa do seu tio.
       Até que um dia Lewis, o tio e a Sra. Zimmermann decidem partir a parede onde está o relógio e encontram-no e nesse mesmo instante aparece a Sra. Selena que quer fazer o feitiço com o relógio, fazendo o Mundo acabar. Mas Lewis consegue partir o relógio e o feitiço não é realizado e a Sra.Selena nunca mais ressuscitará.

Citações a recordar:
       “-O meu pai não me daria autorização para jogar a dinheiro.“(pág.17)
      Escolhi esta citação, porque achei que apesar de o pai de Lewis ter falecido ele continuava a respeitá-lo.

       ”-Agora não, Gordo! Estou a meio de um jogo.” (pág.103)
       Eu escolhi esta citação, poque não achei bem o modo como o amigo de Lewis o tratou. Se Tarby fosse mesmo amigo de Lewis não o tratava assim.

Opinião sobre a obra:
       Eu gostei muito de ler o livro, porque eu gosto de livros que criam “suspense”, acção e também magia e este livro tinha tudo isto.
       As partes de que eu mais gostei foi onde existiu magia e a parte de que não  gostei foi quando o amigo de Lewis troçou dele.

Márcia Costa, 8ºC, Nº13

Numa tarde de Verão, viajei até ao mundo das compras. Era uma feira bastante grande com um enorme engarrafamento de pessoas prestes a comprar tudo o que aí havia.Comecei por ver uma tenda que estava à minha direita. Era colorida e brilhante. Tinha roupa, malas, calçado, acessórios, maquilhagem e outras tantas coisas. Ao lado dessa barraca existia uma loja de animais. Todos eles eram lindos, fofinhos, peludos, tinham mil e um tons acastanhados, pretos, brancos e cinzentos. Ao fundo dessa loja estava um senhor. Alto, barbudo, gordo… assim o poderia caracterizar. O tamanho da sua barba fazia lembrar um ninho de ratos. Junto ao senhor estava uma grande cadeira de madeira que fazia lembrar uma árvore moldada com essa forma.

Gostei bastante daquele Universo, pois sempre gostei muito de compras e de feiras. Adoro ver os instrumentos e roupas feitas pelos artesãos.

Maria Miguel, 8ºA

A vida é como as cortinas, tem altos e baixos e, por vezes, é pintada de azul, às bolinhas, às riscas, encarnada e cinzenta.

Vagueia com o vento, passeia com as folhas, vive com o sol e com a noite.

Naufraga no imenso silêncio, vendo tempestades e raios de luz dispersos, com cujo amor nos salvam das mágoas e das quedas.

É sempre uma amiga falsa que nos apunhala pelas costas, sempre na sorrateira da felicidade.

Quando tudo está nas nuvens ela trai-nos e leva-nos a seguir outros caminhos ou infelizes para sempre.

É como um livro que se desfolha. 

Demora séculos a falecer, quando as pessoas estão no fundo das lágrimas que a vida provocou.

Contudo, VIVE A VIDA!

Liliana Bastos, 8ºB

Vivo e sempre vivi na Praça de São Bernardo, aqui mesmo em Sever do Vouga. Vivi continuamente com os meus pais e com mais dois irmãos. A minha família é humilde, via a minha mãe contar os escudos para poder pagar as contas na mercearia, nem um escudo a mais nem um escudo a menos. O meu pai é empregado numa sapataria, mas o que ganha é pouco por isso a minha mãe ajuda com algum dinheiro extra que ganha a fazer cortinas e arranjos em vestidos.

Nunca fui à escola, tudo o que sei aprendi com a minha vizinha que era uma grande senhora, para quem eu mais tarde viria a trabalhar como criada, esta senhora era a Senhora Silva, a mãe de Petrúquio.

Os anos foram passando e eu fui envelhecendo, nunca me casei por ser um pouco desajeitada e também por não ser muito bonita, nem muito magra. Na casa dos Senhores Silva, enquanto eles eram vivos, nunca faltou nada, principalmente comida. Depois dos Senhores Silva terem falecido a casa nunca mais foi a mesma, Petrúquio só quer saber de festas e de raparigas bonitas, gastou toda a fortuna assim.

Quando Petrúquio e a Grúmia (uma criada que tem a mania que manda em todos) viajam para casa de algum amigo de Petrúquio, aproveito para meter a conversa em dia e assim saber o que se passa na casa alheia… E é assim que vou passando os meus dias… aqui e ali, na coscuvilhice.

E foi numa dessas conversas com os outros criados lá de casa que fiquei a saber que Petrúquio andava à procura de uma noiva rica e, como sou crida nesta casa já há muito tempo, resolvi ir ao casamento misturada com os outros convidados, ninguém vai dar por mim. Com o que aprendi com a minha mãe vou fazer um vestido, para não parecer mal perante os outros convidados… Vou agir como aqueles que vinham cá a casa: a rir-se de tudo e de nada, falar com clareza e sobre os mais variados assuntos… e não me posso esquecer de usar palavras caras… afinal é o casamento do meu patrão e não o perco por nada… Depois, se me disfarçar bem, ninguém vai notar que é a Rosalina Junqueira, a criada, mas sim uma Rosalina Junqueira da alta sociedade…

Ah! E não me posso esquecer de levar uma bolsa para trazer alguns docinhos da festa… acho que tenho uma bolsa que guardei da Senhora Silva e que serve para isto… e não dá muito nas vistas. E como é um casamento e é para ter um bom aspecto vou levar uns sapatos de salto alto para parecer mais alta e quem sabe se não encontro um noivo rico… para depois casar e viver à grande e à francesa.

 Sónia Silva, nº 22, 9ºD

Nota:

Esta é a biografia da personagem que a Sónia vai interpretar na peça A Fera Amansada, que estreará no início do terceiro período.

A imagem é um quadro do fabuloso pintor Johannes Vermeer.

As Férias da Páscoa são abundantemente divertidas,
pois a família está toda reunida,
e porque são tradições muito antigas
as pessoas encontram-se intensamente unidas.

 

Daniel Silva Matos

Nº7, 8ºA

 

    Ainda a preto e branco a televisão era vista quando nasceu Lucêncio Alfiere, filho de pai italiano e mãe açoreana. Com este novo membro da família decidem mudar-se para Portugal, onde tinham amigos e conhecidos, aproveitando para “fugir” à já stressante monotomia da cidade de Pompeia, em Itália (coitada, se as previsões se concretizam lá vai ela desta para melhor outra vez!).

    Lucêncio tem uma infância quase normal, mas não totalmente pois aos 8 anos de idade é-lhe diagnosticada uma doença que o apanha desprevenido, a «parvoendicite». Uma doença pouco comum entre luso-italianos que se caracteriza pela perda de noção espacial temporária levando a que o doente fique “tapadinho” de todo e que tenha comportamentos um tanto parvos e demasiado infantis. A família vê-se obrigada a habituar-se à ideia da hora da parvoice, o que não tarda a levar a que, ao completar 11 anos de idade, Lucêncio seja abandonado pelos pais num orfanato em Pompeia, longe de casa para evitar que a doença se alastrasse até eles, apesar de não ser contagiosa.

     O pobre rapaz viveu no orfanato até aos 19 anos, até que um casal de idosos a precisar de quem lhes fizesse companhia e os ajudasse nas tarefas diárias o adoptou. Inscreve-se então numa escola local para terminar o ensino obrigatório. Conclui os estudos dois anos mais tarde e mais uma vez é deixado pela família, desta vez adoptiva. Aluga um pequeno quarto e começa a trabalhar. Ganha a lotaria e tem um ataque de tal maneira profundo que teve de ser amarrado pelos vizinhos durante 4 dias a uma cadeira e fechado no seu quarto, pois a parvoíce era tal, que nem os cães que passavam na rua se atreviam a ficar perto de Lucêncio. O que interessava ao homem era que já tinha 50 mil milhões de liras e uns trocos no bolso (para quem não sabe, equivale a pouco mais de 25 milhões de euros). Compra uma mansão em Florença, outra em Roma, outra em Atenas, 2 na Sicília e contrata num total 112 empregados, dos quais, Trânia, que costuma acompanhá-lo para quase todo o lado.

    Um dia ouve dizer que em Pisa vivem muitas mulheres bonitas, solteiras e à procura de pretendentes. Como Lucêncio ainda não está comprometido, parte de imediato para lá. E assim chega aos nossos dias, em que já não se surpreende com as descobertas de novas doenças, já não é abandonado pela família, mas regozija-se com as nossas aulas de teatro e, acima de tudo, tem a capacidade e a esperança de que um dia também nós possamos ser grandes actores!

  Jorge Lopes, 9ºD, Oficina de Teatro

Nota:
Esta é a biografia imaginária do personagem que o Jorge vai interpretar na adaptação da peça A Fera Amansada, de William Shakespeare.
 

           

            Chamava-se Gandhi Mahtma, era um grande homem. Nasceu para ajudar os outros. Começou o seu percurso quando foi vítima de racismo, por ser de outro país e por estar bem posicionado na vida. Gandhi era advogado, estava a ir para a Índia em trabalho, e por lá ficou.

                Existem homens com uma estrutura forte e por dentro não são nada. Já Gandhi era magrinho e baixo, mas por dentro estava cheio de coragem, força de vontade. Para muitos, um herói. A sua esposa ajudava-o nos seus problemas. Foi preso muitas vezes, só porque lutou pelos direitos dos outros. Muitas foram as pessoas que se arrependeram, na presença de Gandhi Mahtma. Na maior parte das vezes conseguia o que queria através de protestos, pequenos actos e até greves de fome. Com algumas dessas greves ia ficando tão doente que, às vezes, parecia que ia morrer.

                Já muito velhinho Mahtma sofreu com a morte da mulher. Num dia de festa, estavam muitas pessoas eufóricas, só por lhe tocar. Alguém se aproximou disfarçadamente, no meio da multidão, e deu-lhe um tiro mortal.

                Na morte uma grande perda, em vida um grande exemplo.

 

Texto elaborado por Mariana Magalhães, nº 13, 9ºC

 

 

 

 

Estou a ver uma paisagem cheia de cores variadas e acastanhadas que me sussurram aos ouvidos: “É a chegada do Outono.”  

Centrada, confiante e apelativa, a árvore, onde as curvas sobressaem, a sensualidade rejuvenesce e os ramos longos suplicam um abraço.

Ao colo desta, quase escondido pelo encanto do parque, está um homem algemado a um livro, os seus olhos estão a ser sugados.

Chama-se beleza natural!

Beatriz Martins, 8ºA

Quanto primor,
Quanta beleza predomina,
Nas entranhas desta flor.

Quantas pétalas ásperas e macias?
Todas.
E espinhos afiados?
Nenhum. São apenas montanhas,
Onde o bicudo e o redondo são aliados.

E o seu fundo,
Onde acabará?
O mistério é servido,
Explorem o seu mundo!

Beatriz Martins, 8ºA

 

Nesta história uma rapariga de nome Lúcia sonha ir a um baile. Certa noite, o sonho tornou-se realidade, mas… o seu vestido era velho. Todos a olhavam de lado, um jovem que se encantou com a beleza de Lúcia convidou-a para dançar. A meio da dança ela perdeu o sapato esquerdo, velho, pois era-lhe largo. A jovem desejou um dia poder voltar àquela casa e ser a estrela do baile, mas sendo ela a mais bonita com um vestido novo e sapatos bordados de diamantes.

Após aquela festa, Lúcia foi viver junto da madrinha. Aí teve tudo o que sempre quis. Exactamente vinte anos depois, surge outro convite para um baile naquela casa, na primeira noite de Junho. Nesse dia todos ficaram boquiabertos. Do espelho, de um quarto onde já tinha estado antes, pareceu-lhe sair um homem que lhe pediu o seu sapato esquerdo. Sem ela querer o desconhecido trocou-lho e de repente estava morta.

Citações:

“Cheira bem, cheira a erva cortada, a buxo, a tílias, a madressilva.” (Pág 9)

Gostei desta frase, porque ao dizer que o cheiro era agradável, ele enumerou as coisas de que gostava, em vez de dizer apenas “A natureza é maravilhosa”, por exemplo.

“Pensei que já não havia ninguém capaz de se vestir de lilás.” (Pág. 7)

 Esta frase chamou-me a atenção, porque sempre ouvi dizer:”os gostos não se discutem”, mas há sempre alguém que não gosta e nos deixa mal. Na minha opinião, isso é completamente absurdo, pois é assim que pode começar uma “guerra”, ou certas doenças como a anorexia e a bulimia, as modas e ninguém pode ter estilo próprio, senão é mal visto pelos outros.

Comentário pessoal:

Gostei desta história, porque a autora foi capaz de transformar um conto popular, que normalmente têm um final feliz, numa história triste com um final menos bom. Mas ao mesmo tempo não gostei, porque a história faz me pensar que pode acontecer, os nossos sonhos correrem mal ou até mesmo nunca se realizarem.

Fontes consultadas: Guiões de Leitura 8º ano do manual Plural

Sabrina Tavares Ribeiro Nº 19 8ºC

Olho o céu, olho as árvores, olho as folhas. Olho a natureza deste Outono e tudo me parece a tristeza.

Nesta floresta, deitada neste chão, sinto os socalcos que me fazem lembrar os obstáculos da vida. Meus olhos dirigem-se a um céu coberto de nuvens brancas, que choram, choram, choram as folhas que me batem na cara. São folhas ásperas, pesadas que me envolvem o corpo e me impedem de levantar.

A Natureza é feia aos olhos que choram.

Mónica Marques, Nº15, 8ºC

Sobre o autor:

Alice Vieira nasceu em 1943, em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil de Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Em 1989 decidiu dedicar-se totalmente à escrita.

Bibliografia:

Chocolate à Chuva e A Espada do Rei Afonso

Sobre a Obra:

Resumo:

Inês Tavares no Natal pediu à avó um “i-pod” e ela ofereceu-lhe um diário. Inês perguntava-se para que seria aquilo? Que utilidade tinha? Ficou muito tempo a olhar para a palavra “Diário”. Dizia que era só papel, clicava em todas as páginas e não se abria nenhuma pasta nem se ouvia nenhuma música. Aos poucos sem se aperceber foi escrevendo imensas coisas. Escreveu por que razão lhe tinham dado o nome Inês, as suas férias no Algarve, a zanga entre a Avó Gi e a Avó Sara, qual era o mês de que menos gostava, que as suas grandes paixões eram chocolate e o Brad Pitt, quem eram os seus amigos. Enfim, afinal o diário dava para tanta coisa, principalmente para guardar os seus segredos.

Duas citações:

Pág.56: Então diz a Avó Gi, as pessoas faziam muitas festas, e a porta das casas ficava aberta pela noite fora para que todos pudessem entrar. E as pessoas andavam a noite inteira de casa em casa, de festa em festa, levavam comida e garrafas de vinho, e tinham todas uma máscara na cara, que só tiravam à meia-noite”.

Escolhi esta frase porque gostava que o mundo fosse como o de antes, que não houvesse assaltos e as pessoas confiassem umas nas outras.

Pág.132: ” Agora chegou o Natal. Que devia ser um tempo tranquilo, um tempo em que devíamos ter mais paciência uns para os outros, um tempo de como costuma dizer a Avó Gi quando a veia da poesia se acende com mais força.”

A magia do Natal perdeu-se com o tempo, só se pensa em correrias e compras.

Comentário Pessoal:

Achei este livro interessante porque a protagonista da história conseguiu dar utilidade a um presente de que não gostou. Isto demonstra que não devemos voltar as costas a coisas de que não gostamos e que devemos tentar encontrar um significado nelas e que isso muitas vezes até nos torna felizes.

Daniela Sofia Rebelo Oliveira, Nº12, 8ºB

Uma mão de fora e a outra a seguir, aí vai o nariz encarnado e a boca como uma porta sem parar. Bem, que maçada, mas já cá está fora o pontinho sujo!

Folhas castanhas, verdes, vermelhas, amachucadas, leves, rasgadas, soltas, delicadas, contudo furiosas por não se encontrarem com as suas irmãs. Debaixo destas órfãs encontra-se o meu melhor amigo, que é como a guerra, sem fim, está sempre a ser macerado e tem as origens grossas, finas, leves, pesadas, jovens, velhas, curtos, longas… do horripilante Pirenaica, o homem mais alto da floresta Variquel, que com os seus cabelos lança os seus travessões, multi-colores, parecendo recém-nascidos vindos de Paris sem destino ao sabor da brisa suave e húmida do labirinto.

Eu bem digo, os humanos são horríveis, já pegaram fogo à floresta, até destroem o seu património e meu amigo.

Liliana Bastos, 8ºB

Numa bela manhã de Outono, as folhas castanhas e amarelas rastejavam na companhia do vento. O banco de madeira subira desde que lá fora posto e lá estava eu, sentado. As unhas das patas traseiras do esquilo à minha esquerda subiam e desciam a árvore, sem folhas e alta, transportando bolotas. Deixava-as sempre num ramo com forma circular, de modo a que estas caíssem. O cão, castanho às manchas pretas, que ali passava, entretinha-se a tentar alcançar-me as botas verdes e pretas, com laços vermelhos. Foi um dos momentos mais belos que alguma vez vivi, pois apenas se conseguia ouvir o silêncio e o vento. Momentos mais tarde conseguiu-se ouvir o chiar de uma banca de chocolates com sabor a morango, baunilha e leite, a passar pelo caminho de areia. Lembro-me como se tivesse sido ontem da textura rugosa da árvore que tive que descer para ir comprar um dos chocolates.

André Almeida, Nº4, 8ºC

Beijo na face
Pede-se e dá-se:
Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
Vá!

Um beijo é culpa
Que se desculpa:
Dá!
A borboleta
Beija a violeta
Vá!

Um beijo é graça
Que a mais não passa:
Dá?
Teme que a tente?
É inocente…
Vá!

Guardo segredo,
Não tenha medo…
Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
Dê!

Como ele é doce!
Como ele trouxe,
Flor,
Paz a meu seio!
Saciar-me veio,
Amor!

Saciar-me? Louco…
Um é tão pouco,
Flor!
Deixa, concede
Que eu mate a sede,
Amor!

Talvez te leve
O vento em breve,
Flor!
A vida foge,
A vida é hoje
Amor!

Guardo segredo,
Não tenhas medo,
Pois!
Um mais na face,
E a mais não passe!
Dois…

Oh! dois? Piedade!
Coisas tão boas…
Vês?
Quantas pessoas
Tem a Trindade?
Três!

Três é a conta
Certinha e justa…
Vês?
E que te custa?
Não sejas tonta!
Três!

Três, sim: não cuides
Que te desgraças:
Vês?
Três são as Graças,
Três as virtudes;
Três.

As folhas santas
Que o lírio fecha,
Vês?
E não o deixam
Manchar, são… quantas?
Três!

João de Deus (Para saberes mais sobre este poeta, prime AQUI.)

Outras obras da autora:

Socorro! A Minha Vida Está um Caos.
Socorro! A Minha Família é de Enlouquecer.

Biografia da autora:

          Kathryn Lamb é especialista em literatura feminina, tem escrito diversos livros sobre o género, recebendo alguns prémios e obtido sucesso mundial. É ilustradora de profissão, fazendo quadrinhos para a “Private Eye” e “The Oldie”. Ela também ilustra os seus próprios livros e os de outros autores.

Resumo da obra:

         Este livro conta a história de cinco adolescentes que têm problemas com as suas famílias, mas que procuram a melhor forma de viver com estas que, pelo o que dizem, são de enlouquecer.
        Neste diário são ensinadas aos jovens maneiras de os pais fazerem algumas vontades aos seus filhos. Nunca se pode dizer tudo o que vem à cabeça, tem de se pensar e expressar as ideias de acordo com as dos pais, mesmo que estas não estejam no nosso pensamento. Deve-se também ajudar em algumas tarefas para que os pais nos deixem sair com os amigos à noite, dar festas e outras actividades. Estas são as normas que estes cinco adolescentes dão.
        Estes jovens, como todos os outros, têm grandes problemas com as suas famílias. Por exemplo, quando é preciso apresentar uns pais tão antiquados aos seus amigos.
        Mas estes adolescentes dizem que é só preciso ter muita calma.

Citações:

         “Como sobreviver às reuniões de família”. (Pág. 109)

            Escolhi esta frase, porque gostei muito da forma como foi expressa. Utiliza-se o verbo “sobreviver” para as reuniões de família, como se estas fossem alguma doença. Por vezes são mesmo muito maçadoras e, por isso, penso que o verbo foi muito bem utilizado.

          ” Tu não vais sair assim! Estás um susto!” (Pág. 31)

          Escolhi esta frase, porque achei que era uma maneira estranha de uma mãe se referir à filha. Penso que a mãe podia ter dito isto, mas por outras palavras, pois a adolescente teve tanto trabalho a preparar-se para sair para depois a mãe lhe dizer aquilo. É horrível! Por vezes os pais também têm de ter mais cuidado com o que dizem.

Comentário pessoal:

           Gostei muito deste livro.
          Gostei da forma como ele é escrito, das várias hipóteses de lidar com os pais e do resultado delas. Acho que nestas idades é muito difícil os jovens conviverem com os pais, mas o ideal é fazê-lo da melhor forma, pois se os filhos não se esforçarem por entender e respeitar os pais, acabam por ser prejudicados. Penso que o que se deve fazer é dizer sempre a verdade, mas com calma e não de chofre! Por muito que custe é sempre esta a solução mais benéfica.
          Aquilo de que gostei menos neste livro foi que, apesar de muitos, os problemas destes adolescentes não têm grande importância. Deviam ser mais graves, para que desse mais gosto ler.

Mónica Marques
Nº 15, 8º C

 

Resumo da obra

Domingos é um jovem mulato de dezasseis anos, natural de Angola. Actualmente vive em Lisboa com os pais adoptivos, de raça branca. Este rapaz vai sentir a terrível realidade da diferença e, por vezes, sofre com as suas consequências, pois em caso de dúvida e dada a cor da sua pele o castigo “cai” sempre sobre Domingos. Foi para um colégio interno e, passados três meses, regressou a casa, mais sereno e um pouco mais resignado a lidar com a sua situação diária. Nunca mais entrou em conflitos, pois aqueles tempos de colégio tinham-lhe ensinado bastante. Um dia, avistou uma rapariga indiana que lhe parecia um sonho, algo irreal. Era uma beleza quer exterior quer interior inacreditável. Chamava-se Noor. Talvez a vida de Domingos, naquele momento, fizesse sentido e qualquer coisa de maravilhoso nele estava a acontecer, algo que nunca tinha sentido…ele estava verdadeiramente apaixonado. Foi com a Noor que ele esqueceu as mágoas que arrastava, a dor que em silêncio sentia. Afinal, o destino proporcionou-lhe um final feliz.

 Citações preferidas…

 “Emanuel já tivera a oportunidade de se cruzar com muitos meninos de barrigas grandes e olhos esbugalhados; os filhos da guerra tinham quase todos a mesma expressão, o mesmo corpo, a mesma pergunta estampada no corpo.” Pág. 90

 Escolhi esta citação porque são sempre as crianças as principais vítimas da guerra, uma guerra que não pediram e pela qual não têm nenhuma responsabilidade. Crianças estas que ficam marcadas para toda a vida. Felizes de nós que temos uma vida bela e serena. Muitas vezes não nos damos conta nem agradecemos por isso.

 “Ser feliz é que me aconteceu mais cedo, muito mais cedo do que eu esperava.” Pág.116

Escolhi esta citação, porque imagino a felicidade de Domingos quando apareceu aquela jovem. Foi a luz ao fundo do túnel de que ele precisava encontrar, algo que o incentivasse a viver aquilo que tinha pela frente, sem tristezas nem conflitos. Namorar iria fazer-lhe esquecer tudo o que o magoara até ao momento.

Comentário pessoal

Este é o segundo livro que leio da mesma autora e, em relação a ambos, tenho imensa dificuldade em falar sobre eles. São qualquer coisa que “mexe” de uma maneira diferente e mais profunda comigo. Este trata um tema que, apesar do mundo estar sempre em mudança, é ainda muito actual, pois as pessoas continuam a ser preconceituosas e o racismo infelizmente, ainda se vive. Na minha opinião, é mais um livro que aconselho vivamente a que leiam.

Joana Raquel Martins Veiga, 8ºA, nº13

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