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Billy Elliot – Crítica 31/10/2012

Posted by prof_mjoao in 9ºB.
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Billy Elliot, é um filme do tipo dramático cujo realizador é Stephen Daldry. Este filme foi produzido no ano de 2001 nos Estado Unidos.

            Este filme retrata a história de um rapaz, Billy, que pratica boxe, mas interessa-se por ballet, e começa a ter aulas, porém sente-se um pouco inseguro, pois esta dança é só praticada por raparigas.

            Este é um filme interessante, pois leva-nos a pensar um pouco sobre a separação entre rapazes e raparigas que existe na nossa sociedade, faz-nos também pensar na pobreza que se vive naquele filme e também um pouco por todo o mundo. É um filme muito realista, pois retrata a realidade vivida naquela época, através do vestuário dos atores e dos vários cenários que aparecem no decorrer do filme. No entanto, é um pouco violento, como por exemplo quando Billy dá um murro a um aluno da escola de ballet, ou quando as pessoas que participam na greve atiram ovos aos chamados “fura-greve”.

            No geral é um filme que apresenta características positivas e que nos leva a refletir sobre os problemas que nos rodeiam e sobre todas as separações que existem entre rapazes e raparigas.

 

Beatriz Fernandes Nº3 9ºB

“Billy Elliot”, de Stephen Daldry 30/10/2012

Posted by prof_helena in Ano letivo 2012/2013.
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O filme “Billy Elliot” é um filme de pouco romance em que um miúdo de 11 anos quer ser bailarino.

A história conta que um miúdo chamado Billy é obrigado pelo pai treinar boxe, mas fica fascinado pelo ballet. Na minha opinião este filme fala sobre pelo o seu progenitor que não acredita que o seu filho goste de dançar ballet.

Este filme é interessante porque ensina que não devemos julgar aos outros.

 

Priscillia Ramos, 9.ºD

 

Lenda da Moura da Cerqueira 30/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºC, 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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“No tempo em que os mouros dominavam esta região, uma moura muito grande e muito arrogante, quando dava os seus passeios levava o filho ao colo e uma roca para fiar o linho. Certo dia sentou-se na borda do caminho, para amamentar o filho e apareceram-lhe inimigos em grande número. Ela para se salvar transformou-se numa pedra moura. Ainda agora, os habitantes do Coval e da Cerqueira, em certas noites de Lua Cheia, ouvem os gemidos da moura.”

http://www.cm-sever.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=79

Recolhida por

Dylan Ramos, Carlos Rodrigues, Gabriel Silva, Bruna Pereira e João André, 9.ºD

Beatriz Ribeiro, 9.ºC

Lenda do Preto da Casa da Fonte 30/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Conta a lenda que há muitos anos viveu na Casa da Fonte, no Couto de Baixo, um preto que era empregado. A única coisa que o assustava era o vento. Quando estava vento, o patrão podia mandá-lo trabalhar que ele não ia. No quintal havia uma figueira que era baixa, e por essa razão apareciam os figos comidos. A dada altura, o patrão mandou o preto guardar a figueira de noite. Nessa noite, ele viu que quem comia os figos era um lobo. Mais tarde, apareceu em casa com o lobo preso pela língua.

Tempos mais tarde, as pessoas da Casa da Fonte foram trabalhar para uns terrenos perto do poço do Pego Negro, que fica junto ao rio Lordelo. Enquanto trabalhavam, caiu uma alavanca ao poço e ninguém a quis ir buscar pois o poço era fundo e tinha má fama. O preto disse que a ia buscar. Feito isto, prendeu uma corda à cinta e desceu, dizendo aos outros trabalhadores para ficarem a segurar na ponta da corda e que quando encontrasse a alavanca dava um esticão na corda para eles o puxarem para cima. Quando ele deu o esticão as pessoas não estavam prevenidas e deixaram a corda ir ao fundo. Entretanto chegou a noite e os trabalhadores foram para casa deixando lá o pobre coitado no fundo do poço. Com a noite veio o luar e o preto ao ver a luz da lua reflectida no fundo do poço conseguiu subir. De manhã, os trabalhadores regressaram ao poço com o objectivo de verem o preto, mas para grande surpresa, ele já vinha a chegar ao lugar com uma grade de ouro às costas e a alavanca na mão. Ao vê-lo, perguntaram-lhe o que era aquilo e ele apenas respondeu: «Esta já cá está com Deus» – e ao pronunciar estas palavras, o preto e a grade de ouro recuaram novamente para o fundo do poço.

Segundo a lenda, a grade de ouro ainda faz no fundo do poço, grade essa que foi lançada pelos Mouros (que não eram Cristãos). Por esta razão é que o preto e a grade de ouro foram novamente para o fundo do poço quando este pronunciou a palavra «Deus».

http://www.severdovouga.eu/turismo/severdovouga-lendas/89-lendas-couto-de-esteves.html

Recolhida por Priscillia Ramos e Cláudia Martins, 9.ºD

Lenda da Cabreia (Sever do Vouga) 30/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Há uma lenda que diz terem os mouros deixado cair uma grade de ouro no poço mais fundo da Cabreia, em Silva Escura. Segundo a lenda, é possivel recuperá-la com dois bois pretos e o livro de S. Cipriano, com uma reza que tem no dito livro.

Foram os mouros que deram início à lenda, quando habitaram no ponto mais alto ao lado da Cabreia, no Castro.

Dizem ainda que há muitos anos um homem tentou tirar a grade com uma junta de bois, conforme os bois iam puxando, o homem ia praguejando e quando a grade já cá estava fora, o homem disse: “Graças a Deus, já cá estás fora’’, e a grade arrastou com ela os bois para o fundo do poço.

Recolhida por Rúben Almeida, 9.ºD

 

Lenda das Pedras Mouras (Sever do Vouga) 29/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD.
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” Já contavam os antigos, que na Senhorinha havia umas pedras mouras. Um dia, um rapazinho, subiu a um pinheiro, para apanhar pinhas e, ao olhar para longe viu um homem com uma mulher às cavalitas. Ele pousou-a em cima de uma pedra e disse:

– Fica-te para aí, moura, até que beldroegas nasçam, cresçam e deem semente.

A moura desapareceu, transformando-se numa pedra, depois o rapaz tentou saber o que eram beldroegas. Deitou-lhe terra em cima da pedra e semeou as sementes. Tratou delas, regou-as, até que as beldroegas deram frutos. Quando estavam criadas, apareceu a moura e o rapaz…casou com ela!”

Fonte:  http://www.cm-sever.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=79

Pesquisa feita por: Bruna Rodrigues Pereira, João André e Gabriel Silva, 9ºD

“Billy Elliot”, uma película única 16/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºC, Ano letivo 2012/2013.
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            ‘’Billy Elliot’’ é o mais recente filme do premiado realizador Stephen Daldry, contando com o argumento de Lee Hall. Este é um drama de 2000, que nos presenteia com grandes nomes, como Jamie Bell no papel do brilhante e humilde rapaz provinciano que luta pelo seu sonho de ser bailarino, contudo vive também com a reprovação do pai, interpretado por Gary Lewis, que acredita que o ballet é uma dança apenas para meninas.

                Esta película não podia ser mais bela, pois relata um problema muito atual na sociedade, o preconceito. Apesar disso, Billy consegue ultrapassá-lo, tornando-se num excelente dançarino. Gostei particularmente do momento da aceitação do pai para com o filho, pois foi muito comovente; apreciei também o desinteresse de Billy pela opinião dos outros, demonstrando uma enorme força interior. Não encontro partes menos boas neste filme.

               Recomendo vivamente, pois é uma história de tal modo envolvente, que o vai deixar preso ao seu televisor. É sem dúvida uma película essencial e única!

Carolina Rodrigues, 9.º C

“Billy Elliot”, uma película entusiasmante 16/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºC, Ano letivo 2012/2013.
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           O famoso filme de Stephen Daldry, “Billy Elliot”, produzido em 2000 na Inglaterra, fez êxito contando a história do conhecido bailarino Billy Elliot.

            Nesta biografia, Billy (Jamie Bell), descobre, através das aulas de ballet de Mrs. Wilkinson (Julie Walters), que esta dança é a sua paixão e vocação. Inicialmente contrariado pelo pai (Gary Lewis) e lutando contra todos os estereótipos, desde os da homossexualidade aos do ballet “ser para meninas”, Billy alcançou sucesso.

            Esta obra é um excelente exemplo de como se deve lutar pelo que se deseja, e também de como não devemos ligar a preconceitos e a críticas não construtivas. Recorre, por vezes, a calão, o que pode ser interpretado como um defeito, mas tanto esse como outros aspetos completam uma perfeita caraterização da situação em que o biografado vivia.

            Um filme autêntico, adequado para ver em família ou mesmo sozinho, “Billy Elliot” é uma película entusiasmante, com um excelente elenco e uma grande história.

Margarida Marques – nº18 – 9ºC

“Billy Elliot”: vive os teus sonhos 16/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºC, Ano letivo 2012/2013.
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Esta obra, baseada numa história verídica, conta todo o percurso deste jovem rapaz, desde as aulas de ballet secretas de Mrs. Wilkinson à grande academia de dança, e também todos os obstáculos e preconceitos que teve de superar.

Billy Elliot, interpretado por Jamie Bell, debate-se com um conflito interno, o seu amor pela dança e o preconceito do seu pai, protagonizado por Gary Lewis.

A história passada numa pequena localidade de Inglaterra tem vários elementos relacionados com a sociedade que nos fazem refletir.

O desempenho do ator principal ajuda a viciar o telespectador à trama, fazendo-nos sentir toda a dor, raiva e felicidade que aquele  sente.

O único aspeto menos favorável será, provavelmente, o uso de calão pelos pai e irmão de Billy ao discutirem com este, o que poderá surpreender os mais jovens.

É uma película sonhadora, mas ao mesmo tempo real. Não só nos faz fazer uma retrospetiva como nos ensina a viver os nossos sonhos à margem das opiniões alheias.

 Mª Leonor Tavares de Carvalho, nº19           9ºC

Billy Elliot – o poder de acreditar 12/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Billy Elliot é um filme que nos mostra o verdadeiro poder de acreditar. Billy é um pequeno menino de Inglaterra que, aos onze anos, descobre algo que o faz sentir extraordinariamente bem, o ballet.

Este filme de Stephen Daldry apresenta um elenco jovem e talentoso, sendo Jamie Bell a estrela principal. Este rapaz, passa por uma série de acontecimentos que vão acabar por mudar a sua vida drasticamente.

Com uma brilhante história, considero este filme um bom exemplo para todos aqueles que têm sonhos por realizar, tal como fez Billy ao seguir a sua paixão pelo ballet, mesmo sendo mal visto em certas situações pelo pai e irmão.

Um filme com uma história comovente, que aborda e retrata muito bem as dúvidas dum rapaz na adolescência. Certamente uma longa-metragem que vai ficar na história.

Gabriel Silva; nº13; 9ºD

A opinião da Bruna sobre “Billy Elliot”, o filme. 12/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Billy Elliot, simplesmente maravilhoso! Escrito por Lee Hall e dirigido por Stephen Daldry, é um filme que tem como assunto/tema principal os estereótipos (preconceitos).

Fala sobre um rapaz, Billy, de 11 anos, que vive numa cidade em Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas de carvão. Obrigado pelo seu pai a treinar boxe, Billy “apaixona-se” pelo ballet, com o qual tem contacto através das aulas de dança, que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Ao início o seu pai não entende o seu gosto pela dança, mas depois Billy segue o seu sonho com apoio da família.

Na minha opinião, este filme é bastante engraçado, principalmente nas conversas de Billy com Debbie, uma rapariga da sua idade. Tem apenas alguns aspetos que não gostei, por exemplo os palavrões, que são frequentes ao longo do filme.

Recomendo vivamente a todas as pessoas, de qualquer idade, para uma sessão de cinema com a família e muitas gargalhadas.

Bruna Rodrigues Pereira, Nº6, 9ºD

Billy Elliot – uma crítica 09/10/2012

Posted by prof_helena in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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O filme fala-nos de um jovem de onze anos que treina boxe, mas quer treinar ballet, mas o seu pai não deixa e acaba por fazê-lo às escondidas. Ele pratica e um dia, na noite de Natal, ele é descoberto pelo pai e faz-lhe uma demonstração daquilo que tem feito às escondidas.

O pai fica maravilhado com o que vê e faz tudo para que o filho entre na escola de ballet que ele tanto quer, até chega a vender as joias da sua mulher que para ele são bastante importantes.

Ele entra para a escola e quando ele é mais velho o pai vai vê-lo.

O aspeto mais comovente e positivo do filme é quando o pai de Billy Eliot o deixa tentar entrar na escola de ballet porque Billy, quando faz a demonstração para os júris, está muito nervoso, pois o pai dele esforçou-se muito para ele poder estar lá.

Gostei bastante do filme pois ele ensinou-me que não podemos deixar de acreditar naquilo que sabemos fazer, mesmo quando temos várias pessoas a apontar para nós.

Eduardo, 9-ºD

Sentimentos 29/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Dor, mágoa, tristeza, solidão:

Sentimentos pelos quais ninguém quer passar.

Alegria, entusiasmo e emoção:

São os melhores depois de amar.

 

Ó tristeza, vai-te embora.

Alegria! Por favor, toca a acelerar,

Corre pela minha vida

Antes que a dor te torne a ultrapassar!

 

Beatriz Ribeiro

Poema vencedor (ex aequo) do concurso de poesia realizado no 8.ºC, no último dia de aulas.

Mãe 29/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Com pernas maiores,

Gostos mudados,

Cabelo mais loiro

E olhos esverdeados.

 

Escolho a minha roupa,

Com o meu próprio estilo

Saco o meu Mp4,

Vai ser um dia tranquilo!

 

Braços mais fortes,

Mentalidade trocada,

Corpo crescido

E cara amuada.

 

Discuto contigo,

Fecho-me para mim

Não faço o que mandas,

Estou farta que me trates assim!

 

A teimosia faz parte,

O orgulho também.

Sempre no meu coração

Amo-te muito, mãe!

 

Tânia Rodrigues, 8.ºC

(inspirada pelo “Poema à Mãe”, de Eugénio de Andrade)

Sinto todos os dias 29/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Sinto todos os dias

De noitinha,

Num suave toque,

Que me aconchegam,

Calmamente.

Um sentimento de pureza

Pacífico e familiar

Que me deixa os olhos

Pesados

Caírem num sonho

Ou pesadelo,

Mas que me acordam sempre

Da mesma maneira.

x

Leonor Carvalho, 8.ºC

(inspirada no poema “Lição”, de Miguel Torga)

Homenagem ao 8.ºD, pela Natália 17/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Num lindo dia de sol 
lá estão vocês sempre unidos 
com muito amor para dar.
X
Tristeza e  derrota
vocês nunca vão encontrar.
No meu coração, ah!
lá sempre vão estar.
x
Tenho vontade de cantar 
uma linda melodia para explicar
que o 8º D eu sempre vou amar.

x

Natália Rodrigues, do… 8.ºD!

Mano 17/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Mano, também te calha um

Espero que gostes,

Se não para a próxima

Não tens nenhum.

 

Gosto da tua personalidade,

Da tua comida picante,

Gosto da tua pacificidade,

E da tua barba atrofiante!

 

Desculpa pelas coisas desarrumadas

E pelos sapatos esquecidos,

Desculpa pelas palavras chateadas

E pelos sorrisos esmorecidos!

 

Serás sempre o meu maninho,

Com as tuas boas sugestões,

Nunca te vou deixar sozinho,

Eternamente dois corações.

 

Tânia Rodrigues, 8.ºC

Mãe 17/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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d
Mãe, desculpa-me por não ser 

mais aquela criança inocente.
Já não tenho medo do escuro,
já não brinco com as bonecas .
 s
Desculpa, mãe, por ter crescido,
desculpa-me por já ser forte para me defender,
desculpa-me por às vezes não te entender.
Mas eu ainda sou a menininha do teu coração
que irá sofrer se um dia te perder. 
d
NATÁLIA RODRIGUES
inspirada pelo “Poema à Mãe”, de Eugénio de Andrade

Estou feliz por a primavera chegar 08/06/2012

Posted by prof_mjoao in 8ºB.
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Estou feliz por a Primavera chegar,

Estou feliz com os pássaros a cantar,

Estou feliz porque estou a saltar,

E eu não consigo parar de brincar.

 

Com os amigos sinto-me melhor,

Com os amigos sinto-me maior,

Com os amigos nada é pior.

E com eles há sempre amor.

 

Eu gosto de ser feliz,

Jogar à bola com o Luís,

Beber água no chafariz,

Saltar e rir como um petiz.

 

E ao fim da tarde,

Voltar para casa,

Bem abraçados,

A ver o pôr-do-sol.

 

Pedro Soares, nº20 – 8ªB

No mar… 08/06/2012

Posted by prof_mjoao in 8ºB.
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No mar tudo é diferente

Tudo vai e vem com a corrente

Nesse vai e vem também se vão

Todos os problemas que nos assombram o coração

O mar é um mundo sem fim

O mundo que é de todos e não é de ninguém

Com ele eu aprendi

Que muita gente nos pode tocar

Mas que apenas nós é que nos podemos mudar.

Hão de reparar que ele está sempre a subir e a descer

Com esse movimento podemos aprender

Que a vida é feita de altos e baixos que temos de vencer!

 

Diana Pimenta, nº13 – 8ºB

“Poema à Mãe”, de Eugénio de Andrade 06/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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 No mais fundo de ti,

 eu sei que traí, mãe

 

Tudo porque já não sou

 o retrato adormecido

 no fundo dos teus olhos.

 

Tudo porque tu ignoras

 que há leitos onde o frio não se demora

 e noites rumorosas de águas matinais.

 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo

 são duras, mãe,

 e o nosso amor é infeliz.

 

 Tudo porque perdi as rosas brancas

 que apertava junto ao coração

 no retrato da moldura.

 

Se soubesses como ainda amo as rosas,

talvez não enchesses as horas de pesadelos.

 

Mas tu esqueceste muita coisa;

 esqueceste que as minhas pernas cresceram,

 que todo o meu corpo cresceu,

 e até o meu coração

 ficou enorme, mãe!

 

 Olha — queres ouvir-me? —

 às vezes ainda sou o menino

 que adormeceu nos teus olhos;

 

ainda aperto contra o coração

 rosas tão brancas

 como as que tens na moldura;

 

ainda oiço a tua voz:

Era uma vez uma princesa

No meio de um laranjal…

 

Mas – tu sabes – a noite é enorme,

 e todo o meu corpo cresceu.

 Eu saí da moldura,

 dei às aves os meus olhos a beber.

 

Não me esqueci de nada, mãe.

Guardo a tua voz dentro de mim.

 E deixo-te as rosas.

 

Boa-noite. Eu vou com as aves.

 

in Os Amantes sem Dinheiro

Este é o poema mais lindo do mundo,

na opinião da Natália Rodrigues, do 8.ºD

O sonho perfeito 06/06/2012

Posted by prof_helena in palavrasdesever.
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Foi  um sonho que eu tive.
Sonhei com um mundo perfeito.
Onde brincávamos sem medo,
Onde não havia sofrimento 
 
Nem morte nem guerra
Um sonho perfeito,
Onde éramos bem feitos.
 
Mas esse sonho é tão bem feito
Que até me faz mal.

Entretanto, acordei e só a realidade encontrei.

Natália Rodrigues, 8.ºD

Ó sol!… 05/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Ó sol, porque queimas as violetas?
Ó sol, porque brilhas tanto?
Ó sol, ó sol, porque é que o teu calor é tão intenso?
 
Porque as violetas não podem ser mais belas do que eu.
Porque quero iluminar o mundo todo com a minha luz.
Porque quando estás triste, as nuvens também choram.
Porque quero aquecer todas as almas. 
 

Natália Rodrigues, Ana Tavares, Dina Clara e a Márcia Cambra, todas do 8.ºD

 

Tu és… 05/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Tu és a flor do meu jardim
Que brilha no meu coração,
És a luz da minha vida,
És a minha razão.
p
Natália Rodrigues, 8.ºD

“Esperança”, de Miguel Torga 05/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco…
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.    

  inPenas do Purgatório’

(Poema escolhido por Bruna Pereira, 8.ºD)

“Viagem”, de Miguel Torga 05/06/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar…

in ‘Diário XII’

(Poema escolhido pela Bruna Pereira, do 8.ºD)

Há palavras que nos mordem 31/05/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Há palavras que nos mordem

Como se tivessem dentes

Palavras de ódio, rancor,

De imenso ódio, de rancor maléfico.

p

Palavras dolorosas que magoam

Quando a noite se torna escura,

Palavras que tentam trepar

Pelos muros da nossa confiança.

p

De repente sombrias

Entre palavras falsas,

Inesperadas ou não

Como ilusões de amizade.

p

Palavras que nos transformam,

Que nos tornam mais fortes,

Vãs tentativas,

Tentativas falhadas de nos derrotar!

p

Leonor Carvalho, 8.ºC

(inspirada pelo poema de Alexandre O’Neill “Há palavras que nos beijam”)

Foi um sonho que eu tive 30/05/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Foi um sonho que eu tive

Eram pássaros a voar

Soltos no ar

Num céu tão livre.

 

Voar até ao sol amarelo

É ter ilusão de um mundo livre.

Alcançar tudo o que é belo:

É assim que um pássaro vive.

 

Quem dera que assim fosse,

Que houvesse sempre liberdade,

Que os pássaros tivessem uma vida doce,

Sempre, sempre com muita felicidade.

 

Bruna Rodrigues Pereira Nº6 8ºD

(Inspirado no poema de Miguel Torga, “Brinquedo”)

No jogo… 30/05/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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No jogo o entusiasmo paira no ar
No jogo todos tentam ganhar
No jogo golos vão marcar
E o guarda-redes irá falhar!
k
No intervalo todos tentam respirar
No intervalo esperam poder acalmar
No intervalo querem recuperar
E com água se irão embebedar!
k

Leonor Carvalho, 8.ºC

(inspirada na canção dos Fúria do Açúcar “Eu gosto é do verão”)

Uma amiga para sempre 29/05/2012

Posted by prof_helena in 8ºD, Ano Letivo 2011/2012.
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Vejo-a todos os dias

De manhãzinha

Uma bonita adolescente

Sorrindo alegremente

Inteligente

Uma amiga para sempre,

Nos bons e bons maus momentos,

Que me deixa no coração

Sempre e sempre o seu apoio.

 

Bruna Rodrigues Pereira, nº6, 8ºD

(Inspirada no poema de Miguel Torga, “Lição”.)

 

Em plena Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho… 29/05/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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… afinal, Clio demorou mais meia hora a acordar do que nos contou Mário de Carvalho. Aqui fica o que se passou, na versão da Leonor Carvalho, do 8.ºC.

Cena 1

         ( Na Avenida Gago Coutinho, estão Ibn-el-Muftar e o Capitão Aurélio Soares, cada um com a sua respetiva tropa. É meio-dia, logo a luz está muito forte e vê-se no meio do palco uma estátua.)

         Capitão- Venho em paz! Apenas quero saber de onde vêm?

         Ibn-el-Muftar- Paz? Viemos tomar Lixbuna!

         C.- Lixbuna? Quer dizer Lisboa… Peço perdão, mas sendo assim terei que lhe pedir para me acompanhar!

         I.M.- (confuso) Acompanhá-lo? Onde? Irá levar-me ao rei?

         C.- (sarcástico) Sim, ou algo parecido…

        Com a ajuda da tropa de elite, Ibn-el-Muftar e os seus seguidores chegam à esquadra e o Capitão condu-los às celas.

       C.- Entrem e esperem aqui! (o telefone toca) Um momento…

       I.M.- (para a sua tropa) Isto parece-me uma cilada, temos que organizar um plano para escapar!

       C.- Ora, já está!

       I.M.- Creio que um soldado meu foi atingido por um alfange e necessita de ajuda!

       C.- Onde está ele? (Tentando ver por entre as cabeças.)

       I.M.- Lá no canto… Ele necessita de auxílio.

       C.- (abre a cela, passa por todos e chega ao canto) Mas… Ei! Não está aqui ninguém ferido!

       I.M.- (fecha a cela) Pensava que enganava o grande Ibn-el-Muftar?

       Ibn-el-Muftar liberta o resto da sua tropa e sai de cena.

 

Cena 2

        C.- (aparte) Grande? Mas ele deve ter menos de um metro e meio… (Volta a olhar para o local onde Ibn-el-Muftar estava) Mas onde foram parar assim num ápice? Ainda agora aqui estavam… (O Capitão adormece subitamente e quando acorda já tinha obnubilado tudo o que se passara, graças à intervenção de Clio). 

Página de um diário 24/05/2012

Posted by prof_mjoao in 8ºB.
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22 de agosto de 2011

Querido diário…

Desde sempre sonhei em ter um cão que fosse meu, um cão com quem eu pudesse brincar, viver grandes aventuras e descobrir novos mundos. A verdade é que já tinha perdido a esperança de concretizar este sonho, tanto eu como os meus pais já tínhamos falado com várias pessoas, mas ninguém tinha cãezinhos bebés. Até que hoje, uma vizinha minha veio falar comigo e pediu-me para eu ficar com a cadelinha dela. A casa dela é mesmo ao pé da estrada e ela tinha muito medo que a cadelinha fosse atropelada, assim, como sabia que eu gostava muito de animais e que em minha casa tenho muito espaço para ela poder brincar tranquila, ofereceu-ma.

Mal ela chegou a casa a agitação e o rebuliço começou, corria por todo lado, com os olhos bem abertos, afinal via a sua casa pela primeira vez. Ela é supercuriosa, nada lhe passa despercebido! Tenho a certeza de que nos vamos dar muito bem!

Por hoje é tudo! Beijinhos

Beatriz.

P.S. Com toda esta agitação esqueci-me de referir o mais importante! O nome dela é Luna, isto porque o pelo dela é dourado e brilhante como a lua!

 

Elaborado por: Beatriz Fernandes Nº5 8ºB

Há palavras que nos ferem 24/05/2012

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Há palavras que nos ferem

Como se fossem punhais

Vindas de certo alguém

Ainda ferem muito mais

 

Há palavras que nos ferem

E nos magoam a alma

Seria melhor nos darem

Um carinho cheio de calma

 

(inspirado no poema “Há palavras que nos beijam”)

Beatriz Bastos, nº6 – 8ºB

Há palavras que nos ferem 24/05/2012

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Há palavras que nos ferem

Há palavras que nos fazem chorar

Há palavras que destroem

Todos os nossos sonhos de amar

 

(inspirado no poema “Há palavras que nos beijam”)

Ana Rita Santos, nº3 – 8ºA

Há palavras que nos ferem 24/05/2012

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Há palavras que nos ferem

Como as garras de animais

Sem medo de aleijar

E de matar cada vez mais

 

Um amor infinito magoado

Para além do coração

Fragilizado de tanto sofrer

Perante tal interminável paixão.

 

Ferem até ao profundo ser

De um alguém,

Perturbado pela impiedade

De um ninguém.

 

Palavras contínuas…

Cheias de maldade

Para destruir

O amor de uma eternidade.

(inspirado no poema “Há palavras que nos beijam”)

Ana Cláudia  Martins, nº2 – 8ºA

Há palavras que nos mordem! 22/05/2012

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Há palavras que nos mordem

Como se tivessem grandes dentes

Palavras de raiva, de mágoa,

Essas são palavras dementes.

 

Bruna Rodrigues Pereira, 8.ºD (inspirada no poema de Alexandre O’Neill “Há palavras que nos bneijam”)

Eu gosto é do desporto! 22/05/2012

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No desporto a alegria anda no ar.

No desporto as derrotas andam no ar.

No desporto as vitórias andam no ar.

E eu não consigo parar de jogar.

 

No desporto os dias ficam melhores.

No desporto as roupas ficam molhadas.

No desporto o calor derrota-nos,

Mas mesmo assim não vou deixar de o praticar.

m

Eu gosto é do desporto.

Pratico-o todos os dias,

Quer chova, quer faça sol.

Abrilhanta os meus dias,

Quer chova, quer faça sol.

m

Na praia ou na montanha.

Com a prancha na mão ou a correr,

Dá-me energia e faz-me crescer.

Vai ficar comigo até eu morrer.

 

Bruna Rodrigues Pereira, n.º6,  8.ºD (inspirada pela música “Eu gosto é do verão”, dos Fúria do Açúcar)

O dia mais feliz da Margarida 22/05/2012

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11 de Fevereiro de 2012

Querido Diário,

Na minha vida inteira, hoje foi certamente o dia mais feliz da minha vida! Não só por se ter marcado o primeiro concerto da minha banda, mas também porque soube que valia a pena viver, independentemente de tudo o resto.

Passei a manhã nervosa, empolgada. Não sabia o que vestir, o que fazer, nem sequer o que pensar. Bom, para dizer a verdade, nunca havia imaginado que fosse tão empolgante ter uma banda. A tarde foi passada em casa duma amiga, elemento da banda, ensaiando. Foi um ensaio fingido, pois nenhuma de nós se conseguia concentrar!

Quando partimos para Telhadela, onde nos íamos estrear, já nos esperavaa banda que nós encarámos como concorrência, mas que afinal de contas nos deu esta oportunidade de estreia. Jantámos lá. Um jantar improvisado. Ao ver que a plateia era reduzida, o meu nervosismo passou. E o dos outros também. Agora, eu tinha era que desfrutar. E acho que cumpri o objetivo. A adrenalina do palco, a emoção vibrante de conter um grande riso. Tudo isso fez daquele momento especial! Hoje, não toquei apenas a música, senti-a também!

Margarida Marques, 8.º C

Um dia feliz – página de um diário 22/05/2012

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quinta-feira, 28/07/2011

Querida Potas,

 

Nem adivinhas o que eu tenho para te contar, foi brutal, tanto desejei que acabou por se realizar. Nem imaginas, fui de barco à Ilha das Berlengas e tudo aquilo que eu imaginava foi superado, a imensidão de mar e aquela sensação de liberdade foi extasiante. Na viagem para a ilha fui de pé, o rebentar das ondas fazia saltar a água que parecia aquela “chuva molha tolos” a saltar-me para a cara, era magnífico.

Ao atracar na ilha fiquei deslumbrada com a beleza do local e com a cristalina água. Estava tudo perfeito e como se já não bastasse fui conhecer a ilha, primeiro a pé e de seguida numa pequena lancha com o fundo em vidro. Não vais acreditar viam-se os cardumes de peixes, as rochas e os corais, é como se não existisse água, pois ela era tao límpida que deixava transparecer tudo nela existente.

Durante o passeio, o guia e condutor do barco, à medida que passávamos em determinados locais e grutas ia-nos explicando e contando curiosidades sobre a ilha. Uma das curiosidades que me chamou à atenção foi a do Airinho, uma espécie de pinguim raro só existente na ilha.

No fim de andar de lancha e como não poderia deixar de ser fui mergulhar, mas Potas a água é tão gélida que até arrepiava, não conseguia lá estar mais de cinco minutos e tu sabes que eu adoro água.

No regresso, o mar estava agitado parecia que estava a andar numa grande montanha russa, foi “bué fixe”, foi a adrenalina total.

Mal cheguei a casa vim a correr para te contar tudo. Espero repetir a experiência, mas desta vez quero acampar lá.

Como não tenho mais nada para te contar, amanhã falamos.

                                                                             Beijinhos!!!

Diana Pimenta, nº13 – 8ªB

Apaixonado 22/05/2012

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Eu vivo entusiasmado com aquela paixão. As quinze horas que passo acordado, só penso nela. Elogio-a e utilizo-a sempre que posso. Ofereço-lhe presentes para a tornar mais bonita e mais musical.

Os meus pais comentam que é uma obsessão e até ficam com ciúmes de tanta dedicação.

Às vezes durante a noite, acordo e sinto vontade de a abraçar, mas controlo-me para não incomodar.

Eu simplesmente sinto-me apaixonado pela minha viola, que me deixa bastante realizado quando toco alguma música de que gosto.   

 

Francisco Guerra nº11 – 8ºA

Nós os dois a passear ao luar 22/05/2012

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Nós os dois a passear ao luar
É difícil, não dá para acreditar
A magia do amor faz sonhar
Não consigo parar de te amar

Eu gosto de passear
E não consigo parar de pensar
A minha boca e a tua coladas
As nossas mãos sempre entrelaçadas
E ao fim do dia, como seria
A nossa noite a sós
As roupas no chão e acaba aqui a canção

Inspirado na canção “Eu gosto é do verão”

Poema elaborado por: Andreia Morgado, nº5; Carina Silva, nº6- 8ºA

“A dor”, Augusto dos Anjos 06/04/2012

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Chama-se a dor, e, enquanto passa, enluta

E todo o mundo que por ela passa

Há de beber a taça da cicuta

E há de beber até ao fim da taça

 

Há de beber, enxuta o olhar, enxuta

A face, o travo há de sentir, e a ameaça

Amarga dessa desgraça fruta

Que é a fruta amargosa da Desgraça!

 

E quando o mundo todo paralisa

E quando a multidão toda agoniza,

Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno.

 

De agonizante multidão rodeada,

Derrama em cada boca envenenada

Mais uma gota do fatal veneno!

 

AUGUSTO DOS ANJOS

Seleção de Luís Laranjeira, 8.ºD

“Amo como o amor ama” – Fernando Pessoa 06/04/2012

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 MARIA:

Amo como o amor ama.

Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.

Que queres que te diga mais que te amo,

Se o que quero dizer-te é que te amo?

Não procures no meu coração…

Quando te falo, dói-me que respondas

Ao que te digo e não ao meu amor. (…)

Ah, não perguntes nada, antes me fala

De tal maneira, que, se eu fora surda,

Te ouvisse toda com o coração.

Se te vejo não sei quem sou; eu amo.

Se me faltas, (…)

Mas tu fazes, amor, por me faltares

Mesmo estando comigo, pois perguntas

Quando deves amar-me. Se não amas,

Mostra-te indiferente, ou não me queiras,

Mas tu és como nunca ninguém foi,

Pois procuras o amor pra não amar,

E, se me buscas, é como se eu só fosse

O Alguém pra te falar de quem tu amas.

(…)

Quando te vi, amei-te já muito antes.

Tornei a achar-te quando te encontrei.

Nasci pra ti antes de haver o mundo.

Não há coisa feliz ou hora alegre

Que eu tenha tido pela vida fora,

Que não o fosse porque te previa,

Porque dormias nela tu futuro.(…)

E eu soube-o só depois, quando te vi,

E tive para mim melhor sentido,

E o meu passado foi como uma estrada

Iluminada pela frente, quando

O carro com lanternas vira a curva

Do caminho e já a noite é toda humana.

 (…)

Quando eu era pequena, sinto que eu

Amava-te já hoje, mas de longe,

Como as coisas se podem ver de longe,

(…)

Amor, diz qualquer coisa que eu te sinta!

 

FAUSTO:

Compreendo-te tanto que não sinto.

Oh coração exterior ao meu!

Fatalidade filha do destino

E das leis que há no fundo deste mundo!

Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto

De o sentir…?

(….)
FERNANDO PESSOA, in Primeiro Fausto 

 Seleção de Rúben Almeida, 8.ºD

Consulta o poema integral aqui: http://arquivopessoa.net/textos/949

“Aceite-me” – autor desconhecido 30/03/2012

Posted by prof_helena in 8ºC, Ano Letivo 2011/2012.
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Aceite-me como eu sou,
porque não tenho garantias e
nem tenho a pretensão de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como você.
Sou da espécie humana.
Sou capaz de errar.
O erro, não é falha de caráter 
e errar faz parte da Natureza Humana.
Eu vivo, Eu sorrio e Eu também aprendo .
Meu conhecimento é incompleto .
Estou na busca o tempo todo, 
nas horas acordadas e nas e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como você também tem . 
Aprendemos nossas lições pelo caminho .
Atingiremos a Sabedoria .
Assim, por favor, aceite-me como sou !
Porque eu sou só eu.
Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo .
Esta é a única garantia que dou .
É assim que eu me sinto .
Eu tenho um coração .
Abra-me e veja-o !
Por 
 Por favor , cuide bem dele .
Ele é tudo que eu sou .
Apenas eu.
Poema escolhido pela Inês Costa, 8.ºC

” As sem razões do amor” – Carlos Drummond de Andrade 29/03/2012

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Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e  nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
 
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
 
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem  se ama.
Porque amor é amor a nada,
Carlos Drummond de Andrade

Poema escolhido pela Inês Costa, 8.ºC

“Amor é fogo que arde sem se ver” – de Luís de Camões 28/03/2012

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Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

 

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

 

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                            Luís de Camões


O poema mais lindo do Mundo, escolhido pela Ana Beatriz Soares Carvalheira, 8ºD.

Mais poemas deste autor AQUI.

“O amor, quando se revela” – Fernando Pessoa 28/03/2012

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O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

FERNANDO PESSOA

Escolha de Tânia Rodrigues, 8.ºC

“Autopsicografia” – Fernando Pessoa 27/03/2012

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O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
 
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
 
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa

Escolha de Inês Costa, 8.ºC

“Querer” – Pablo Neruda 26/03/2012

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Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo Neruda

Poema escolhido pela Quélia Ribeiro, 8.ºC

“Saudade é solidão acompanhada” – Pablo Neruda 25/03/2012

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Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já…

 

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida…

 

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

 

Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam…

 

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

 

E esse é o maior dos sofrimentos:

não ter por quem sentir saudades,

passar pela vida e não viver.

 

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda

(Podes ler mais poemas deste autor AQUI.)

 

 Escolha de Inês Costa, 8.ºC

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