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Subterreste (Texto expositivo sobre um meio de transporte) 14/11/2015

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carrosub2-600O engenheiro Henriques Bastos já tinha pensado fazer um subterreste e falou da sua ideia com outros engenheiros que aceitaram iniciar este projeto.

O subterreste é um submarino carro, tem quatro rodas e duas hélices, é alto, amarelo e é munido de um telescópio. Quando entra no mar, as rodas desativam-se e as hélices ligam-se automaticamente. O primeiro projeto saiu no dia 5 de Outubro de 2011, construído em ferro, mas este material degradou-se rapidamente e então decidiram experimentar fazer um novo em aço, só que era muito pesado e foi necessário fazer alterações nos amortecedores e no motor para ele conseguir mover-se. No dia 26 de Março, em Aveiro, o subterreste saiu e foi aprovado pelo júri de engenheiros.

Este meio de transporte é importante para quem tem casas nas ilhas e para quem gosta de passear no mar e na terra; não é muito dispendioso, por isso é acessível aos que têm menos dinheiro. Além disso, anda na terra e no mar e é capaz de mover-se na neve e nas montanhas, em locais de difícil acesso, onde só os jipes vão.

Em suma, é um projeto com grande impacto na sociedade porque se adapta a muitas situações e não é muito caro, ou seja, á acessível a pessoas com menos possibilidades económicas.

Mário Bastos Nº18 9ºD

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O Barcovião – (Oficina de escrita- Texto expositivo sobre um meio de transporte) 12/11/2015

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O Barcovião é a junção de um barco e de um avião e foi uma das melhores invenções alguma vez criada. Nasceu em Cedrim do aviao_barcoVouga, no dia 11 de Novembro de 2014.

Quem o inventou foi o Sr. Doutor Manuel da Costa, no campo do Porto Monho em Cedrim do Vouga. O Barcovião foi testado a voar do campo até ao rio Vouga onde aterrou em forma de barco.

Quando aterra no rio ou no mar, consegue transformar-se em barco, mas para se transformar em avião tem de estar num espaço plano.

A criação do Barcovião teve grande importância para a sociedade, porque os bilhetes de barco e de avião são muito caros.

O criador deste extraordinário projeto é dono de uma das melhores marcas de meios de transporte do mundo, que se chama MDC Transportes, mas, atualmente, não há mais versões deste meio de transporte à venda porque esgotaram devido ao seu baixo custo.

O Barcovião é ideal para as pessoas que gostam de viajar de avião e de barco e que têm pouco dinheiro para o fazer. Neste momento, quem possui este meio de transporte é uma pessoa com sorte, pois hoje em dia já não se encontra com facilidade.

 

Pedro Costa Nº20 9ºD

A.T.A.G. (texto expositivo sobre um meio de transporte) 13/10/2015

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“A. T. A. G.” é o nome que descreve as funcionalidades deste meio de transporte: aéreo, terrestre, aquático, para guerra”.

                Foi pensado no início de 2015, mas o primeiro protótipo foi construído apenas em 2021, por José Afonso Wang, em Macau. Este inventor dedicou a maior parte da sua vida a desenvolver veículos de guerra. Em 2015 desenhou o ATA com uma intenção de paz. Contudo, com o eclodir da guerra em 2018, o ATA foi alterado para um projeto de guerra e, com isto, passou a ser designado por ATAG.

Este meio de transporte, para além de ser um anfíbio, tinha uma tecnologia que fazia com que não fosse detetado em radares de alta frequência. O inventor, na sua criação, baseou-se nos bombardeiros, nos tanques e em navios de guerra. Possui um tanque, a aerodinâmica de um avião e a resistência a altas pressões, característica de um barco de guerra. Para voar, pode reduzir a sua massa e acionar motores de asas. Para submergir, reforça a sua camada blindada inferior e aciona as suas três hélices. Criou-se também uma liga muito rara de adamantium e vibranium, necessária para a sua construção, uma vez que era indestrutível e superleve.

                Foi decisivo para o desfecho da guerra, pois quem o possuía conseguiu eliminar os seus inimigos sem precedentes. Não era uma qualquer máquina de guerra, mas sim A máquina de guerra.

                Depois da guerra, o ATAG deixou de ser usado para fins militares, voltando a ser comandado com o objetivo inicial, intervindo em missões de paz.

 

Jorge Martins, 9º D

Continuação de um texto narrativo 13/10/2015

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A scene from The Boy In The Striped Pyjamas.

 

Nessa noite, Bruno, depois de falar com a mãe, dirigiu-se ao escritório do pai para o abordar sobre o mesmo assunto.

Quando chegou ao escritório, Bruno não viu o seu pai, um homem alto, forte, rude e persistente.

Ele sabia que ia ser difícil convencê-lo a não se mudarem, mas ia tentar.

Quando o seu pai chegou perguntou-lhe:

-O que fazes aqui, filho?

-Preciso de falar contigo. – Respondeu Bruno.

-Diz filho.

-Eu não quero mudar de casa, aqui está a nossa família, as nossas memórias e os meus amigos!

-Mas filho, é o meu trabalho que está em causa, se não nos mudarmos eu não posso trabalhar e não ganho dinheiro para sustentar esta família.

Nesse momento a mãe de Bruno entrou e disse:

-O teu pai tem razão, é ele que sustenta esta casa, se não nos mudarmos não temos dinheiro, e vais ver que não vai ser assim tão mau. Conhecerás pessoas novas e irás aprender coisas novas também.

-E quanto tempo vamos lá estar?- Perguntou Bruno.

-Ainda não sabemos se é temporário ou se é definitivo. -Respondeu a mãe

Está bem, mas antes de irmos embora quero despedir-me dos meus amigos e familiares.

-Tomaste a decisão certa. – Disseram os pais, felizes.

Daniel Fernandes Henriques, n.º3, 9ºD

Luís de Camões, aparecendo em sonhos ao senhor Cavaco Silva 19/06/2013

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“10 de junho de 2013.

Este foi o dia em que regressei ao meu Mundo, à minha terra, ao meu Portugal. Fiquei espantado com as mudanças que ocorreram na minha bela Lisboa.

Eletricidade, prédios altos e o vestuário das mulheres foram as coisas que mais me impressionaram. No meu tempo nada disto era assim, mulheres com calças, com cabelo curto e seios seguros com algo chamado de sutiã. Meu Deus!, se tal ultraje fosse visto na minha época seria considerado tentativa de adultério ou pelo menos embaraçoso para a família.

Porém, fico fascinado com a diversidade de pessoas… Não há só ricos  e bem vestidos, como também há pobres e humildes, que não são discriminados por o serem.

Contudo, não vejo assim tanta felicidade nas pessoas. “É a crise” dizem. “A crise atinge a todos”. Como gostava que Portugal voltasse a ser o que era… Um Império forte e certo das suas convicções. Um Império respeitado e admirado por todos. Um Império que todos lembrassem como o primeiro povo a descobrir o mar perdido.

É por isso que me dirijo a si, Sr. Cavaco Silva, atual presidente do meu amado país. Decerto que de manhã não serei mais do que um sonho, mas lembre-se das minhas palavras. Deixe-se inspirar por elas e devolva a glória a Portugal.”

 

Gabriel Silva, 9.ºD

Beleza por um fio 14/03/2013

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Estava no computador a navegar na internet quando reparei numa frase que dizia: “As pessoas são como os livros, não se podem julgar pela capa”, ou seja, não devemos deixar de tentar conhecer uma pessoa só por causa da sua aparência.

Estas palavras despertaram-me interesse, porque muitos não me tentam conhecer pelo simples facto de não ser magra e bonita como as raparigas mais conhecidas. Desde que reparei que não tinha muitos amigos, apesar dos poucos que tenho serem verdadeiros, revoltei-me um pouco e isolei-me deles, ainda que os considere como meus irmãos. Quando comecei outra vez a conviver, bem, deixei de ligar ao que os outros pensavam. Como às vezes digo, já passei por uma tempestade não é uma chuva que me vai derrubar.

Não te vás abaixo só por causa de alguns te dizerem que és isto ou aquilo. Se eles falam mal de ti é porque têm inveja do teu ser e é sinal de que reparam em ti. És perfeita à tua maneira e, além disso, tu não nasceste para a perfeição, mas antes para a felicidade.

Nesta vida tudo é escuro,
Nada é puro.
Não consigo mais sobreviver,
Mas eu quero viver.
Porque é que é tão difícil,
Esta vida?!
Devia ser tudo fácil,
Mas a minha alma está partida.
Não quero mais isto.
Preciso do paraíso,
No pensamento já o avisto,
Mas não consigo alcançá-lo.

Eu já pensei assim, mas não o farei mais. Não vale a pena sofrer, segue a vida à tua maneira e corre atrás dos teus sonhos.

Melanie Carvalheira, 9.ºD

O Mar 14/02/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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O mar,

Quanto queria pescar,

Mas não sabia içar,

No entanto conheci-te o olhar.

 

Se eu te  pudesse agarrar,

Não tinhas pernas para voltar,

Por isso não sabes me encontrar,

E eu não sei cantar.

 

Poema livre, de Dylan Ramos, 9.ºD

Anúncio com palavras “estranhas” 14/02/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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MEDIA MAKER

Pela primeira vez na história, os amigos da onça caminhavam ao deus-dará durante dias no meio do deserto à procura da Media Maker. Após vários dias, encontraram o rés-do-chão da empresa. Aí perguntaram na receção a uma empregada piteira onde se arranjavam mortalhas. Logo esta os encaminhou ao fundo do corredor que era um hospício de esplendor.

 

Media Maker, eu é que não sou morcão.

Trabalho de Dylan Ramos, 9.ºD

Palavras “estranhas”, retiradas previamente do contexto do conto “A Torre da Má Hora”: onça, deus-dará, piteira, mortalhas, rés.

Desafio: inventar sentidos para estas palavras e criar um texto  de qualquer tipologia com esses novos sentidos.

A escola 16/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Hoje vou falar da escola,

Onde as crianças jogam à bola.

 

Jogo ou não?

Eu é que sei!

Não gosto do pião,

Pois posso aleijar a mão.

 

Vamos jogar!!

Sim, vamos agora para a escola,

Mandar um pontapé na bola!

 

Hoje joguei á bola e também ao pião,

Como perdi, ganhei um melão,

Que acabou de cair no chão!

 

Foi assim o meu dia,

Como o de um campeão!

 

Texto livre escrito pela Márcia Cambra,   n.º16, 9ºD

A Adolescência 10/01/2013

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Hoje de manhã, ao ver-me ao espelho, reparei que estou a mudar. Comparo fotografias de anos passados e sinto-me completamente diferente!

Tudo está em mudança, o corpo e a mente. Principalmente a mente: a maturidade e a responsabilidade tornam-nos parcialmente crescidos.

Os sentimentos oscilam e o amor apodera-se do pensamento que, até então, estaria a funcionar “perfeitamente”.

Com o avançar dos anos, a escola torna-se mais difícil e, por conseguinte, a vida fica muito mais “stressante”. As atividades extra-curriculares, a necessidade de estudar, os trabalhos de grupo, bem como os “tpc’s” consomem todo o nosso tempo, nem mesmo ao fim de semana posso descansar! O mundo dos adultos está cada vez mais próximo!

Quem dera que assim não fosse, as crianças são muito mais livres e felizes! Mas temos todos de crescer.

Texto livre de Carolina Hadden, 9.ºD

A guerra 10/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Tão cruel ironia

Deitada sobre os chumbos

Desta paz atordoada…

 

O sangue derramado

Sobre os corpos dos combatentes

Faz bater a boa alma extenuada

Lutando contra esta paz armada!

 

Um cenário tão vil…

Os corações a mil…

O perigo bate à porta

Matando a guerra morta…

 

Mas não fica por aqui…

São renques de conflitos,

Originando novos atritos

Deixando este mundo em gritos…

 

A consciência congelada…

O remorso abandonado…

Alimenta o pesadelo

Deste ser condenado!

 

Aprisionado no leito deste ódio,

Cego de rancor e desgosto…

Sem o buraco ao fundo do túnel…

Amargo e exposto…

 

Texto livre de Luís Canas Laranjeira, 9.ºD

 

 

 

 

Ilusões 10/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Qual é a sensação
Que ao entrar no coração
Nos eleva até mais não
E nos livra das lamúrias?

E qual arranca o coração,
Feito um pedaço de dor,
Se cair numa ilusão 
E é chamado amor?

Um chamamento cruel,
Um chamanemto audaz,
Mas um chamamento tão belo
Que deixo de ser capaz

De elevar a minha voz
Para o que quer que seja
Se na garganta meus nós
São a dor de quem me beija.

Porém permito que a água leve,
Leve o que quiser levar,
Que deixe meu corpo mais leve
Até meu amado chegar.

  Texto livre de Dina Raquel , nº10, 9ºd

Autorretrato ficcional de Florbela Espanca 10/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Florbela é o meu nome. Nasci em Vila Viçosa, a 8 de dezembro de 1894. Casei-me várias vezes em busca da felicidade, contudo nenhuma delas me fez sentir bem.

Fiz da poesia o meu refúgio e com ela mascaro a minha dor.

A ausência de liberdade mantém-me refém da escuridão; os meus olhos castanhos tornam-se negros e a minha pele, horrosoramente pálida, converte-se em cinzas.

Após a morte de Apeles, meu irmão, vesti-me de luto e as trevas apoderaram-se do meu pensamento.

E agora, depois desta vida de pleno sofrimento, despeço-me do mundo.

 

Carolina, Dina, Luís e Rúben,

n.º 3, 10, 15 e 24, respetivamente;

9ºD

Assassins – a Revolução Começa 09/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Templários, Assassins e muita ação! Está tudo de volta no novo jogo da Ubisoft Entertainment, Assassin’s Creed III.

Esta nova aposta na saga, que encantou milhares de jogadores, é vivida com grande emoção pelos fãs e críticos de consolas por todo o mundo.

Alex Hutchinson, o diretor criativo, está confiante de que “este será o melhor jogo de sempre” e afirma  alegremente que “não há comparação possível com outros produtos do mercado”. Tal opinião é partilhada por Francois Pelland, o diretor de missões.

O foco do jogo é “Ratonhnhaké:ton”, ou, Connor como é usualmente chamado. Este personagem é de origem britânica e índia do Norte da América. A aventura deste personagem no mundo dos “Assassins” começa quando a sua vila é atacada por Templários que também acabam por matar a sua família, em busca de artefactos místicos escondidos.

A ação decorre durante a Revolução Americana e por isso uma pergunta tem de ser feita: qual o verdadeiro objetivo de Connor? Francois Pelland tem a resposta: “ A ação do jogo, apesar de ocorrer durante a Revolução, concentra-se principalmente no objetivo de Connor em matar Templários e vingar a morte da família.”

Em suma, o jogo é fabuloso em termos gráficos e históricos, apresenta-nos personagens importantes na Revolução, bem como novos e estonteantes modos de ação . Este é um jogo que todos devem e merecem ter.

Texto livre de Gabriel Silva, nº13, 9ºD

Escrita Criativa: Bula de medicamento muito estranho 06/01/2013

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Modo de utilização:  este medicamento deve ser tomado com qualquer tipo de renque. Introduza a bolacha ao Deus-dará, e dissolva o comprimido num copo de vinho, bebendo-o de seguida.

Efeitos secundários: caso não cumpra os pontos acima indicados, o medicamento poderá causar cicio, podendo mesmo aturdir-se, levando à morte.

Nota: não o tome no seu barranco!

 Márcia e Carolina, 9ºD

 

Desafio: para entenderes o quão estranho é o medicamento inventado pela Márcia e pela Carolina, consulta o dicionário 🙂 .

Lenda da Moura da Cerqueira 30/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºC, 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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“No tempo em que os mouros dominavam esta região, uma moura muito grande e muito arrogante, quando dava os seus passeios levava o filho ao colo e uma roca para fiar o linho. Certo dia sentou-se na borda do caminho, para amamentar o filho e apareceram-lhe inimigos em grande número. Ela para se salvar transformou-se numa pedra moura. Ainda agora, os habitantes do Coval e da Cerqueira, em certas noites de Lua Cheia, ouvem os gemidos da moura.”

http://www.cm-sever.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=79

Recolhida por

Dylan Ramos, Carlos Rodrigues, Gabriel Silva, Bruna Pereira e João André, 9.ºD

Beatriz Ribeiro, 9.ºC

Lenda do Preto da Casa da Fonte 30/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Conta a lenda que há muitos anos viveu na Casa da Fonte, no Couto de Baixo, um preto que era empregado. A única coisa que o assustava era o vento. Quando estava vento, o patrão podia mandá-lo trabalhar que ele não ia. No quintal havia uma figueira que era baixa, e por essa razão apareciam os figos comidos. A dada altura, o patrão mandou o preto guardar a figueira de noite. Nessa noite, ele viu que quem comia os figos era um lobo. Mais tarde, apareceu em casa com o lobo preso pela língua.

Tempos mais tarde, as pessoas da Casa da Fonte foram trabalhar para uns terrenos perto do poço do Pego Negro, que fica junto ao rio Lordelo. Enquanto trabalhavam, caiu uma alavanca ao poço e ninguém a quis ir buscar pois o poço era fundo e tinha má fama. O preto disse que a ia buscar. Feito isto, prendeu uma corda à cinta e desceu, dizendo aos outros trabalhadores para ficarem a segurar na ponta da corda e que quando encontrasse a alavanca dava um esticão na corda para eles o puxarem para cima. Quando ele deu o esticão as pessoas não estavam prevenidas e deixaram a corda ir ao fundo. Entretanto chegou a noite e os trabalhadores foram para casa deixando lá o pobre coitado no fundo do poço. Com a noite veio o luar e o preto ao ver a luz da lua reflectida no fundo do poço conseguiu subir. De manhã, os trabalhadores regressaram ao poço com o objectivo de verem o preto, mas para grande surpresa, ele já vinha a chegar ao lugar com uma grade de ouro às costas e a alavanca na mão. Ao vê-lo, perguntaram-lhe o que era aquilo e ele apenas respondeu: «Esta já cá está com Deus» – e ao pronunciar estas palavras, o preto e a grade de ouro recuaram novamente para o fundo do poço.

Segundo a lenda, a grade de ouro ainda faz no fundo do poço, grade essa que foi lançada pelos Mouros (que não eram Cristãos). Por esta razão é que o preto e a grade de ouro foram novamente para o fundo do poço quando este pronunciou a palavra «Deus».

http://www.severdovouga.eu/turismo/severdovouga-lendas/89-lendas-couto-de-esteves.html

Recolhida por Priscillia Ramos e Cláudia Martins, 9.ºD

Lenda da Cabreia (Sever do Vouga) 30/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Há uma lenda que diz terem os mouros deixado cair uma grade de ouro no poço mais fundo da Cabreia, em Silva Escura. Segundo a lenda, é possivel recuperá-la com dois bois pretos e o livro de S. Cipriano, com uma reza que tem no dito livro.

Foram os mouros que deram início à lenda, quando habitaram no ponto mais alto ao lado da Cabreia, no Castro.

Dizem ainda que há muitos anos um homem tentou tirar a grade com uma junta de bois, conforme os bois iam puxando, o homem ia praguejando e quando a grade já cá estava fora, o homem disse: “Graças a Deus, já cá estás fora’’, e a grade arrastou com ela os bois para o fundo do poço.

Recolhida por Rúben Almeida, 9.ºD

 

Lenda das Pedras Mouras (Sever do Vouga) 29/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD.
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” Já contavam os antigos, que na Senhorinha havia umas pedras mouras. Um dia, um rapazinho, subiu a um pinheiro, para apanhar pinhas e, ao olhar para longe viu um homem com uma mulher às cavalitas. Ele pousou-a em cima de uma pedra e disse:

– Fica-te para aí, moura, até que beldroegas nasçam, cresçam e deem semente.

A moura desapareceu, transformando-se numa pedra, depois o rapaz tentou saber o que eram beldroegas. Deitou-lhe terra em cima da pedra e semeou as sementes. Tratou delas, regou-as, até que as beldroegas deram frutos. Quando estavam criadas, apareceu a moura e o rapaz…casou com ela!”

Fonte:  http://www.cm-sever.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=79

Pesquisa feita por: Bruna Rodrigues Pereira, João André e Gabriel Silva, 9ºD

Billy Elliot – o poder de acreditar 12/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Billy Elliot é um filme que nos mostra o verdadeiro poder de acreditar. Billy é um pequeno menino de Inglaterra que, aos onze anos, descobre algo que o faz sentir extraordinariamente bem, o ballet.

Este filme de Stephen Daldry apresenta um elenco jovem e talentoso, sendo Jamie Bell a estrela principal. Este rapaz, passa por uma série de acontecimentos que vão acabar por mudar a sua vida drasticamente.

Com uma brilhante história, considero este filme um bom exemplo para todos aqueles que têm sonhos por realizar, tal como fez Billy ao seguir a sua paixão pelo ballet, mesmo sendo mal visto em certas situações pelo pai e irmão.

Um filme com uma história comovente, que aborda e retrata muito bem as dúvidas dum rapaz na adolescência. Certamente uma longa-metragem que vai ficar na história.

Gabriel Silva; nº13; 9ºD

A opinião da Bruna sobre “Billy Elliot”, o filme. 12/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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Billy Elliot, simplesmente maravilhoso! Escrito por Lee Hall e dirigido por Stephen Daldry, é um filme que tem como assunto/tema principal os estereótipos (preconceitos).

Fala sobre um rapaz, Billy, de 11 anos, que vive numa cidade em Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas de carvão. Obrigado pelo seu pai a treinar boxe, Billy “apaixona-se” pelo ballet, com o qual tem contacto através das aulas de dança, que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Ao início o seu pai não entende o seu gosto pela dança, mas depois Billy segue o seu sonho com apoio da família.

Na minha opinião, este filme é bastante engraçado, principalmente nas conversas de Billy com Debbie, uma rapariga da sua idade. Tem apenas alguns aspetos que não gostei, por exemplo os palavrões, que são frequentes ao longo do filme.

Recomendo vivamente a todas as pessoas, de qualquer idade, para uma sessão de cinema com a família e muitas gargalhadas.

Bruna Rodrigues Pereira, Nº6, 9ºD

Billy Elliot – uma crítica 09/10/2012

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, Ano letivo 2012/2013.
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O filme fala-nos de um jovem de onze anos que treina boxe, mas quer treinar ballet, mas o seu pai não deixa e acaba por fazê-lo às escondidas. Ele pratica e um dia, na noite de Natal, ele é descoberto pelo pai e faz-lhe uma demonstração daquilo que tem feito às escondidas.

O pai fica maravilhado com o que vê e faz tudo para que o filho entre na escola de ballet que ele tanto quer, até chega a vender as joias da sua mulher que para ele são bastante importantes.

Ele entra para a escola e quando ele é mais velho o pai vai vê-lo.

O aspeto mais comovente e positivo do filme é quando o pai de Billy Eliot o deixa tentar entrar na escola de ballet porque Billy, quando faz a demonstração para os júris, está muito nervoso, pois o pai dele esforçou-se muito para ele poder estar lá.

Gostei bastante do filme pois ele ensinou-me que não podemos deixar de acreditar naquilo que sabemos fazer, mesmo quando temos várias pessoas a apontar para nós.

Eduardo, 9-ºD

“O Tesouro”, de Eça de Queirós, em banda desenhada 29/11/2009

Posted by Professor@_AESV in 9ºA, 9ºB, 9ºC, 9ºD.
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Esta prancha de banda desenhada faz parte de uma adaptação feita por Marcelo, um autor brasileiro, do conto que temos vindo a estudar nas aulas. Dêem uma espreitadela ao seu blogue (AQUI) para apreciar o resto da história.

NO ALTO DA SERRA… 14/07/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD, palavrasdesever.
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    No alto da serra, coberta por uma fina camada de neve primaveril, à luz do nascer do sol, escondida pelos altos e robustos sobreiros e pelos canastros do século XIX, encontra-se uma vasta eira de granito. Quando se sobe ao topo e se senta junto a um dos seus sobreiros, cujos ramos estão cobertos de folhas, como que se nos convidassem a um abraço aconchegador, ouvem-se as canções e os poemas sonoros que as andorinhas cantam para as suas crias e ouve-se a neve a derreter e a escorrer por entre as fendas na rocha abertas pelas enormes raízes dos sobreiros. Mas eis que no alto céu surge uma nuvem bem intencionada que deixa cair a macia e fresca neve que, por mais intensa que seja, nos toca como algodão, nos acaricia e nos dá uma sensação de liberdade. Mas então, um pé em falso e lá se vai pela eira abaixo até aos campos verdes onde a neve cai e desaparece como raios de sol numa manhã de Inverno cortados repentinamente por uma nuvem escura, que sensação! Nada acontece por acaso e é então que um pequeno e peludo esquilo vem até nós, esfrega o focinho na nossa cara e salta para cima do nosso colo como que se a dizer que quer ser nosso amigo…

Texto elaborado por Jorge Lopes, nº 12 do 9ºD

AUTO DA BARCA DO INFERNO DO SÉCULO XXI – Cena IV 14/07/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD.
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Chega um dirigente desportivo à barca do Inferno, com um apito dourado debaixo da língua, acompanhado por um árbitro e com um saco de dinheiro e diz:

Dirigente: Bom dia, isto é a barca do inferno?

Diabo: Seja bem aparecido, meu grande amigo!

Dirigente: (para o companheiro do Diabo) E você, quem é? É algum corrupto?

Companheiro do Diabo: Não, sou o cangalheiro.

Diabo: Seu caminho bem certo está. Chegou em boa hora!

Dirigente: E os árbitros que eu comprei não me vão valer a salvação? E os bolsos que eu enchi não me valerão de nada aqui? Nesta barca não vou entrar, nem que o meu dinheiro eu tenha de empregar.

Joane: Olha quem é ele! Que vieste aqui fazer?

Dirigente: Os árbitros que comprei, para o meu clube poder ganhar, valer-me-ão de algo?

Anjo: Ora lá, corrupção nunca entrará nesta barca!

 

Visto que a sua sorte não está no céu, o Dirigente Desportivo dirige-se novamente à barca do Inferno.

Dirigente: Venha daí a passadeira vermelha, para eu subir a essa barca infernal.

           

Chega um jogador de futebol com um frasco de gel, uma bola de futebol de ouro, dirige-se à barca do Anjo e diz:

Cr7: Eh lá, juntaram-se todos para me ver?

Joane: Não, estamos aqui todos para te ver.

Diabo: E essa bola de ouro, roubaste-a?

Cr7: Não, ganhei-a com o meu esforço e com o meu suor.

Joane: Eu logo via, cheirava aqui a chulé!

Cr7: E esta bola de ouro de nada me valerá?

Diabo: Ganhaste essa bola à custa dos outros jogadores.

Cr7: Oh pai da vida! Venha daí esse Ferrari para eu entrar nessa barca infernal!

(Trabalho elaborado pelos alunos do 9ºD: Luís Ferreira, nº 13, Marco Almeida, nº14 e Raquel Almeida, nº 17)

AUTO DA BARCA DO INFERNO DO SÉCULO XXI – Cena III 14/07/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD.
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Depois de ter chegado ao cais a personagem dirige-se à barca do Diabo. Traz consigo um barrete, peças roubadas e uma arma.


Diabo:  Olha quem é ele! Seja bem aparecido!

Ladrão: De onde é que tu me conheces para falares assim comigo?

Diabo: Muito conhecido foste em terra pelos teus feitos.

Ladrão: Na tua barca não entrarei. Nem me conheces e já falas assim comigo!

Diabo: Podes fugir, mas não vais conseguir, porque virás e na minha barca embarcarás.

  O ladrão vira as costas ao Diabo e dirige-se à barca do Anjo.

Ladrão: Oh da Barca! Está aí alguém?

Anjo: Depois do que fizeste em terra, ainda tens coragem de te dirigires à minha barca?

Ladrão: Não fiz nada que muitos outros, tão desesperados quanto eu, não tenham feito.

Anjo: Isso não é desculpa para roubares aos outros, só para não teres de trabalhar.

     O ladrão, ao ouvir as palavras do Anjo, não disse mais nada e dirigiu-se para a barca do Diabo, consciente de que não tinha mais nada a fazer.

Diabo: Eu disse que voltarias e, quando falo, raramente me engano!

Ladrão: Já que não tenho mais nada a fazer e o meu destino é mesmo a condenação, entrarei na barca deste parvalhão.

(Trabalho elaborado pelas alunas do 9ºD: Ana Mendes, nº 1, e Ana Bastos, nº 2)

 

 

 

AUTO DA BARCA DO INFERNO DO SÉCULO XXI – Cena II 14/07/2009

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Entra um pedófilo com um computador portátil, distraído a ver um filme pornográfico, o Diabo interrompe-o:

DIABO: Então? Que é que tu estás a ver? Vira p’ra cá isso!

PEDÓFILO: Oh! Chega p’ra lá! Olha lá, p’ra onde é a viagem?

DIABO: Lamento dizer-te, mas não é para a Casa Pia!

PEDÓFILO: Então? Para onde é que vai isto?

DIABO: Vai p’ra onde vão os santinhos como tu!

PEDÓFILO: Como eu? Ah claro, eu sou aquela coisa!

DIABO: És, és! Anda lá mas é para aqui e não te demores, que estou com pressa!

PEDÓFILO: Não, tu estás a enganar-me! Eu vou dar uma voltinha para ver se encontro outra barca que me leve para o paraíso.

 

Dirige-se à barca da Glória.

PEDÓFILO: Ei! Ó da barca! Anda cá! Levas-me aí na tua barca?

ANJO: “Ei”, “Oh”, “ouve lá”! Mas tu sabes com quem estás a falar?

 

Joane intromete-se, dizendo:

JOANE: Ah, seu porco! Badalhoco! Eu sei bem o que é que tu andaste a fazer!

PEDÓFILO: Tá mas é calado, ó parvo! E tu? Levas-me ou quê?

ANJO: Tu não es digno de entrar nesta barca divinal e sabes porquê. Vai pois para aquela porque ainda deve haver espaço para ti.

JOANE: Eh! Xô! Sai daqui! Vai-te embora! Seu merdeiro! Seu caga fora do penico! Andaste a fazer mal às meninas que eu sei!

PEDÓFILO: Mas eu não fiz por mal, eu não me conseguia controlar! Além disso, só estava a prepará-las para a vida!

ANJO: Não vale a pena falares mais! Nesta barca não entras! Quer queiras, quer não, aquela barca infernal é o teu destino e tu assim o traçaste!

 

Quando o pedófilo já se tinha conformado com a sua sentença e se ia para dirigir à barca do inferno é interrompido por Joane.

JOANE: Ei! Olha! Tu vê lá! Se o Diabo não te deixar entrar com o portátil, podes deixá-lo comigo que eu guardo-to!

 

O pedófilo ignora o parvo e dirige-se à barca do Inferno.

DIABO: É! Anda cá! Eu sabia que tu irias voltar… Anda cá…

 

(Trabalho elaborado pelos alunos do 9ºD: Catarina Pereira, nº 6; Davide Silva, nº 8; Ricardo Almeida, nº 18 e Sandra Santos nº 20)

AUTO DA BARCA DO INFERNO DO SÉCULO XXI – Cena I 14/07/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD.
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Vem uma bruxa carregada com poções mágicas e uma varinha. Chega à barca do inferno.
Bruxa: Bom dia, meu caro amigo.
Diabo: Há muito que a esperava.
Bruxa: Porquê? Que quer de mim?!
Diabo: O teu destino está traçado, o que fizeste em vida, irás sofrer no inferno.
Bruxa: Inferno?! Passei uma vida a ajudar pessoas e agora vou ser condenada?
Diabo: Sim, porque tu não usaste as poções para beneficiar as pessoas, antes pelo contrário!
Bruxa: Faço tudo o que quiseres, mas não me condenes!
Diabo: Não me vou deixar influenciar.
Bruxa: Já vi que não queres nada. Vou tentar a minha sorte com o Anjo.
 
A Bruxa dirige-se a barca do anjo.

Bruxa:
Bom dia, meu fiel amigo.
Anjo: Fiel amigo?! Se vens com intenção de que eu te deixe entrar na minha barca, estás muito enganada!
Bruxa: Então, porquê? Não te fiz mal nenhum!
Anjo: A mim não fizeste, mas arruinaste a vida de muita gente, de gente inocente.
Bruxa: (Arrependida) Apenas fiz o que achei melhor para a humanidade!
Anjo: Achaste mal! Na minha barca não entras. Se queres embarcar, vai com o diabo.
Bruxa: Desisto.
 
A Bruxa vai pela última vez à barca do diabo.

Diabo:
Voltaste?! Eu avisei-te.
Bruxa: Parece que estou condenada a sofrer… deixa-me mas é entrar!
Diabo: Entra, entra e serás bem recebida nesta linda barca!
  

(Trabalho elaborado pelas alunas do 9ºD: Andreia Amaral, nº 4, Cláudia Dias, nº 7 e Rita Sousa, nº 19)

 

 

 

O meu lugar preferido 07/04/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD.
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     Quando eu era mais pequena, gostava de me esconder lá, pois eu lá no fundo sabia que nenhum dos meus amigos me encontraria atrás da casa abandonada, por cima da pedra, e ali ficava eu até ouvir: “Já podes aparecer! Desisto de te procurar!” ou “Sónia, aparece!”

     Gostava de ir para lá por gostar, era o único sítio em que eu conseguia ver com nitidez, o horizonte. Gostava de ver o para lá da nossa pequena aldeia… Era como se não conhecesse mais nada e aquelas luzes que tanto brilhavam lá no fundo ao entardecer da noite me chamassem para ir mais longe. Muitas vezes, sentia vontade de abandonar tudo e ir em busca de novos sítios para me esconder, mas quando jogávamos às escondidas e saíamos todos em direcções diferentes, era para lá que eu ia, para junto da casa em pedra, já sem janelas e portas, com o telhado a cair, para cima da pedra que a distinguia de todas as outras casas, uma pedra no jardim, quem é que se lembraria de meter uma pedra no jardim! O jardim ficava nas traseiras da casa e para ir para lá tínhamos que atravessar o interior da casa até chegar lá. As plantas e flores que em tempos existiram naquela casa agora eram ervas daninhas e silvas. Só havia uma trepadeira que marcava presença e que durante a Primavera se enchia de flores amarelas.

     Assim era o meu lugar preferido em pequena.

(Elaborado por: Sónia Silva, nº 22, 9ºD)

Biografia de Rosalina Junqueira 16/03/2009

Posted by Professor@_AESV in 9ºD.
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Vivo e sempre vivi na Praça de São Bernardo, aqui mesmo em Sever do Vouga. Vivi continuamente com os meus pais e com mais dois irmãos. A minha família é humilde, via a minha mãe contar os escudos para poder pagar as contas na mercearia, nem um escudo a mais nem um escudo a menos. O meu pai é empregado numa sapataria, mas o que ganha é pouco por isso a minha mãe ajuda com algum dinheiro extra que ganha a fazer cortinas e arranjos em vestidos.

Nunca fui à escola, tudo o que sei aprendi com a minha vizinha que era uma grande senhora, para quem eu mais tarde viria a trabalhar como criada, esta senhora era a Senhora Silva, a mãe de Petrúquio.

Os anos foram passando e eu fui envelhecendo, nunca me casei por ser um pouco desajeitada e também por não ser muito bonita, nem muito magra. Na casa dos Senhores Silva, enquanto eles eram vivos, nunca faltou nada, principalmente comida. Depois dos Senhores Silva terem falecido a casa nunca mais foi a mesma, Petrúquio só quer saber de festas e de raparigas bonitas, gastou toda a fortuna assim.

Quando Petrúquio e a Grúmia (uma criada que tem a mania que manda em todos) viajam para casa de algum amigo de Petrúquio, aproveito para meter a conversa em dia e assim saber o que se passa na casa alheia… E é assim que vou passando os meus dias… aqui e ali, na coscuvilhice.

E foi numa dessas conversas com os outros criados lá de casa que fiquei a saber que Petrúquio andava à procura de uma noiva rica e, como sou crida nesta casa já há muito tempo, resolvi ir ao casamento misturada com os outros convidados, ninguém vai dar por mim. Com o que aprendi com a minha mãe vou fazer um vestido, para não parecer mal perante os outros convidados… Vou agir como aqueles que vinham cá a casa: a rir-se de tudo e de nada, falar com clareza e sobre os mais variados assuntos… e não me posso esquecer de usar palavras caras… afinal é o casamento do meu patrão e não o perco por nada… Depois, se me disfarçar bem, ninguém vai notar que é a Rosalina Junqueira, a criada, mas sim uma Rosalina Junqueira da alta sociedade…

Ah! E não me posso esquecer de levar uma bolsa para trazer alguns docinhos da festa… acho que tenho uma bolsa que guardei da Senhora Silva e que serve para isto… e não dá muito nas vistas. E como é um casamento e é para ter um bom aspecto vou levar uns sapatos de salto alto para parecer mais alta e quem sabe se não encontro um noivo rico… para depois casar e viver à grande e à francesa.

 Sónia Silva, nº 22, 9ºD

Nota:

Esta é a biografia da personagem que a Sónia vai interpretar na peça A Fera Amansada, que estreará no início do terceiro período.

A imagem é um quadro do fabuloso pintor Johannes Vermeer.

Biografia de Lucêncio 11/03/2009

Posted by Professor@_AESV in 9ºD, palavrasdesever.
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    Ainda a preto e branco a televisão era vista quando nasceu Lucêncio Alfiere, filho de pai italiano e mãe açoreana. Com este novo membro da família decidem mudar-se para Portugal, onde tinham amigos e conhecidos, aproveitando para “fugir” à já stressante monotomia da cidade de Pompeia, em Itália (coitada, se as previsões se concretizam lá vai ela desta para melhor outra vez!).

    Lucêncio tem uma infância quase normal, mas não totalmente pois aos 8 anos de idade é-lhe diagnosticada uma doença que o apanha desprevenido, a «parvoendicite». Uma doença pouco comum entre luso-italianos que se caracteriza pela perda de noção espacial temporária levando a que o doente fique “tapadinho” de todo e que tenha comportamentos um tanto parvos e demasiado infantis. A família vê-se obrigada a habituar-se à ideia da hora da parvoice, o que não tarda a levar a que, ao completar 11 anos de idade, Lucêncio seja abandonado pelos pais num orfanato em Pompeia, longe de casa para evitar que a doença se alastrasse até eles, apesar de não ser contagiosa.

     O pobre rapaz viveu no orfanato até aos 19 anos, até que um casal de idosos a precisar de quem lhes fizesse companhia e os ajudasse nas tarefas diárias o adoptou. Inscreve-se então numa escola local para terminar o ensino obrigatório. Conclui os estudos dois anos mais tarde e mais uma vez é deixado pela família, desta vez adoptiva. Aluga um pequeno quarto e começa a trabalhar. Ganha a lotaria e tem um ataque de tal maneira profundo que teve de ser amarrado pelos vizinhos durante 4 dias a uma cadeira e fechado no seu quarto, pois a parvoíce era tal, que nem os cães que passavam na rua se atreviam a ficar perto de Lucêncio. O que interessava ao homem era que já tinha 50 mil milhões de liras e uns trocos no bolso (para quem não sabe, equivale a pouco mais de 25 milhões de euros). Compra uma mansão em Florença, outra em Roma, outra em Atenas, 2 na Sicília e contrata num total 112 empregados, dos quais, Trânia, que costuma acompanhá-lo para quase todo o lado.

    Um dia ouve dizer que em Pisa vivem muitas mulheres bonitas, solteiras e à procura de pretendentes. Como Lucêncio ainda não está comprometido, parte de imediato para lá. E assim chega aos nossos dias, em que já não se surpreende com as descobertas de novas doenças, já não é abandonado pela família, mas regozija-se com as nossas aulas de teatro e, acima de tudo, tem a capacidade e a esperança de que um dia também nós possamos ser grandes actores!

  Jorge Lopes, 9ºD, Oficina de Teatro

Nota:
Esta é a biografia imaginária do personagem que o Jorge vai interpretar na adaptação da peça A Fera Amansada, de William Shakespeare.
 

Crítica a um programa de televisão 28/01/2009

Posted by fatimapoirier in 9ºD.
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Os Simpson

RTP2   

 

    Polémico e um enorme sucesso, é assim o programa dos tão famosos bonecos amarelos. Springfield, para quem não sabe, foi escolhida por ser uma cidade muito frequente nos E.U.A., até porque cada estado tem uma. Criado nos anos 80, esta série desde sempre gerou polémica, aplausos, reconhecimentos, prémios e audiências por todo o mundo! Visto por pais e filhos, Os Simpson mudaram o rumo do cinema infantil e tornaram-se na série mais vista dos Estados Unidos.

    Considerando o comportamento e pensamento das personagens, esta série não é, claramente, um bom exemplo para ninguém (com algumas excepções). Não deixa, no entanto, de ser atractiva e hilariante, o melhor remédio para quem anda desanimado e triste. Os Simpson são sempre activos, com as suas manias do costume. Uma personagem que se destaca pela sua ignorância e despreocupação é Homer, pai de Lisa, Bart e da pequena mas perigosa Maggie Simpson. Trabalha numa central nuclear cujo patrão é um exemplo dos exageros que esta série tem; sofre de dezenas de doenças e não tem consideração nenhuma pela vida.

    Uma série com qualidades superiores a qualquer outro desenho animado pela sua atractividade, mas muito pouco educativo pelas já conhecidas razões.

Texto elaborado por Jorge Lopes, nº 12 do 9ºD