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Modificação do final do texto dramático “Como um Raio de Sol”, de Érico Veríssimo 18/05/2009

Posted by ©palavrasdesever in 8ºA, Ano lectivo 2008/2009.
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O pai – “O príncipe Edevaldo tomou as mãos…”

(Batem bruscamente à porta.)

A filha – Quem será? Nunca recebemos visitas.

(O Pai dirige-se à porta e abre-a repentinamente. Vê o Homem Triste.)

O pai (sussurrando) Que faz aqui?

O homem triste – Não consigo.

O pai – Não consegue o quê?

O homem triste – Cumprir o que prometi.

O pai – Tem de conseguir. É para seu bem.

A filha – Quem está aí?

O pai (dirigindo-se para a filha) É o carteiro, eu já vou continuar a nossa história.

O homem triste – É ela?

O pai (baixando ainda mais a voz) Ouça, eu tenho muito respeito por si, mas por tudo o que é mais sagrado, vá embora.

O homem triste (espreitando pela porta) Ela é linda. A voz dela é mais doce do que a de mil rouxinóis afinados.

O pai – Vá embora, eu não lhe volto a pedir.

(O Homem Triste entra na sala e dirige-se à Filha.)

O homem triste (embevecido) Tu és tão bonita.

A filha (assustada) Quem és tu?

O homem triste – Sou o rapaz que te mira todos os dias, quando estás á janela.

A filha – Quando estou à janela?!

O homem triste – Sim, quando estás rodeada daquelas rosas que á tua beira perdem toda a beleza. Tu já deves ter reparado em mim.

A filha (triste) Nunca.

O homem triste – Nunca?! Todos os dias olhas fixamente na minha direcção.

A filha – Quem me dera ver-te.

O homem triste – Estás a ver-me agora…

O pai (interrompendo bruscamente) Ela nunca te viu e não é agora que vai ver.

O homem triste (admirado) Como assim?!

A filha (com voz sumida) Eu sou cega…

(O homem triste olha para o Pai e começa a chorar.)

O pai – Eu disse que era melhor afastar-se.

O homem triste (enxugando as lágrimas) Não é por isso que eu vou deixar de amar a sua filha.

O pai – Não?!

A filha – Você ama-me?

O homem triste – Amo! Amo e vou sempre amar-te! (dirigindo-se ao Pai) Eu peço permissão para me aproximar da sua filha.

O pai – Se ela quiser…

A filha (extasiada) Quero!

(O homem triste pegou na mão da moça e beijou-a na face.)

Paula Rodrigues, nº 19, 8ºA