O meu quarto é a minha toca. A porta é castanha como o tronco duma árvore e logo na minha direita tenho o guarda-fatos. É lá que guardo a minha roupa, tanto aquela quentinha do Inverno como a fresquinha de Verão. No seu interior é como se estivéssemos perdidos na multidão.

De frente, tenho a minha cama, fofinha como algodão e colorida como as lindas e perfulgentes flores dos campos e das florestas. Os seus lençóis fazem lembrar o extraordinário aroma dos jasmins e a doçura do mel das abelhas.

Na parede há uma maravilha criada o ano passado, nunca vista em tão belo quarto. A pintura que retrata um gato, uma senhora e um pequeno boneco é uma excelente obra da minha autoria.
Perpendicular a essa mesma tela predomina um contraste entre a claridade e escuridão. A janela é o ponto de observação para o exterior, é portanto luminosa durante o dia e escura durante a noite. Dela se podem ver e ouvir os passarinhos a cantar, os agricultores a trabalhar, as crianças a brincar, os comerciantes a vender…Mas também podemos ouvir os lobos a uivar, os morcegos a voar, as corujas nas suas árvores…

O espelho envolvido por uma camada fina e polida de madeira trespassa tudo o que vê. É nele que eu me posso observar, é nele que eu vejo se me estou a pentear bem…Enfim, é uma necessidade óbvia do dia-a-dia. A cómoda está mesmo nos pés do espelho. Por cima deste móvel coloco o despertador que canta todos os dias de manhã e que não me deixa chegar tarde à escola. Ao lado desta bonita sinfonia estão também os colares, as pulseiras, os anéis, alguns porta-retratos, entre outros objectos.

O meu quarto é espaçoso e é nele que eu gosto de estar todos os dias.

Joana Veiga, 7ºA